Economia | 05-05-2026 12:00

Pinheiro-bravo ganha peso na região e é a espécie com mais ocupação florestal em Torres Novas

Pinheiro-bravo ganha peso na região e é a espécie com mais ocupação florestal em Torres Novas
Distribuição do pinheiro-bravo revela diferenças marcadas entre o norte e o sul do distrito de Santarém - foto O MIRANTE

O pinheiro-bravo tem cada vez mais peso na ocupação florestal de vários concelhos do distrito de Santarém, destacando-se sobretudo no Médio Tejo, onde chega a disputar a liderança com o eucalipto. No caso de Torres Novas assume mesmo a posição de espécie dominante entre as classes florestais consideradas.

Ao contrário do pinheiro-manso, o pinheiro-bravo tem uma expressão bem mais forte na ocupação do solo em vários concelhos do distrito de Santarém, sobretudo no Médio Tejo. O caso mais marcante é Mação, onde esta espécie ocupa 14.254,73 hectares e representa 46,10% do subtotal florestal considerado, ficando muito próxima do eucalipto. Também em Ourém o pinheiro-bravo assume um peso determinante, com 10.436,64 hectares e 41,49%, enquanto em Torres Novas é mesmo a principal classe florestal, com 1.412,64 hectares e 33,01%, acima do eucalipto. Tomar, com 4.439,29 hectares e 25,60%, e Sardoal, com 3.882,74 hectares e 23,79%, confirmam que é no norte do distrito que o pinheiro-bravo mais molda a paisagem.
Num segundo patamar surgem concelhos onde o pinheiro-bravo já tem presença importante, embora sem dominar. É o caso de Salvaterra de Magos, com 2.126,05 hectares e 18,90%, Entroncamento, com 14,47%, Alcanena, com 12,10%, Vila Nova da Barquinha, com 11,81%, Cartaxo, com 11,51%, Ferreira do Zêzere, com 11,25%, Benavente, com 11,22%, Almeirim, com 11,15%, Coruche, com 11,08%, e Abrantes, com 11,00%. Nestes territórios, o pinheiro-bravo tem já um papel relevante no mosaico florestal, mas divide espaço com o eucalipto, o sobreiro e, nalguns casos, com o pinheiro-manso. Mais abaixo aparecem os concelhos onde a espécie conta, mas com peso limitado: Santarém regista 6,14%, Rio Maior 6,11%, Arruda dos Vinhos 5,80%, Alenquer 5,47% e Azambuja 5,05%. Já Chamusca fica nos 3,64%, Constância nos 3,43% e Alpiarça nos 3,01%. No extremo oposto está a Golegã, onde o pinheiro-bravo praticamente não tem expressão, somando apenas 3,92 hectares e 0,44% do subtotal florestal analisado.
Fora do distrito de Santarém, Vila Franca de Xira é o território onde o pinheiro-bravo mais pesa, com 319,53 hectares e 19,11%, sendo a segunda classe florestal mais importante. Em Azambuja, apesar da proximidade geográfica, o cenário é diferente e a espécie fica pelos 724,48 hectares e 5,05%. Em Alenquer representa 719,13 hectares e 5,47%, enquanto em Arruda dos Vinhos soma 47,11 hectares e 5,80%.

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