Economia | 09-05-2026 15:00

Contas da Aquanena não calam dúvidas sobre custos, tarifas e perdas de água

Contas da Aquanena não calam dúvidas sobre custos, tarifas e perdas de água

Aquanena fechou 2025 com resultados positivos, mas o relatório de contas da empresa municipal voltou a levantar dúvidas políticas em Alcanena. A oposição quer saber quando avança a revisão da chave de repartição de custos e alerta para a necessidade de combater perdas de água.

O Relatório de Gestão e Contas de 2025 da Aquanena foi apresentado na reunião de câmara de Alcanena, revelando um fecho de exercício positivo para a empresa municipal. Apesar dos bons resultados, o documento não escapou ao debate político, sobretudo em torno da revisão do modelo de imputação de custos, dos investimentos previstos e da necessidade de reduzir perdas na rede de abastecimento de água.
As questões foram colocadas pelo vereador do PS, Samuel Frazão, que quis saber em que ponto se encontra a revisão da chave de repartição, mecanismo que define a distribuição de custos entre serviços e cuja actualização estava inicialmente prevista para 2025. O eleito socialista perguntou se o processo avançará em 2026 e aproveitou para sublinhar a urgência de reforçar o combate às perdas de água, nomeadamente através da substituição de condutas obsoletas. O vice-presidente da câmara e presidente do conselho de administração da Aquanena, Nuno Silva, começou por valorizar os resultados alcançados pela empresa, considerando que traduzem uma gestão cuidada. Sobre a chave de repartição, explicou que o processo continua em curso e deverá avançar, adiantando que o tema já foi discutido em Conselho Consultivo.
Nuno Silva apontou ainda para um conjunto de investimentos estruturais que poderão ter impacto nas decisões futuras da empresa, incluindo na política tarifária. “A política tarifária terá que ser vista em função dos investimentos que estão em cima da mesa”, afirmou. Quanto às perdas de água, o responsável reconheceu que o problema preocupa a administração da Aquanena. Uma das respostas previstas passa pela criação de uma nova captação em Vila Moreira, que permitirá reduzir a pressão numa das adutoras onde se registam perdas significativas.

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