Economia | 15-05-2026 18:00

Ricardo Gonçalves quer afirmar a Funerária Gonçalves pelo humanismo e empatia no atendimento e acompanhamento a cada família

Ricardo Gonçalves quer afirmar a Funerária Gonçalves pelo humanismo e empatia no atendimento e acompanhamento a cada família
Ricardo Gonçalves, sócio-gerente da Funerária Gonçalves em Santarém - DIVULGAÇÃO - foto O MIRANTE

Ricardo Gonçalves, depois de 20 anos de experiência no sector funerário, abriu em Março a sua própria Funerária e diz que quer ser reconhecido não pela quantidade de funerais que faz, mas pela forma como cuida das famílias em momentos de maior fragilidade. “Acredito que num dos momentos mais difíceis da vida, o mais importante é saber acolher, ouvir, respeitar, compreender e ajudar cada família”.

Licenciado em Anatomia Patológica, Ricardo Gonçalves entrou no sector funerário ainda durante o ensino secundário, depois de uma visita à morgue a convite de um amigo da família. A experiência correu tão bem que passou a colaborar com uma agência funerária enquanto concluía a formação académica. “Sempre me vi como uma pessoa humana e empática, mas com a perda da minha avó percebi ainda melhor o que as famílias sentem e podem precisar num momento de perda. Isso mudou a forma como vejo esta actividade que muitas vezes se apresenta com cerimónias frias, rápidas, padronizadas e impessoais, sem dar espaço para que cada família expresse a sua dor, que é única, e a forma como pretende homenagear o seu ente querido, que é muito pessoal. E é aqui que quero fazer a diferença”, afirma.
O empresário considera que a profissão continua a ser vista “com banalidade e rejeição”, mas defende que o trabalho funerário é essencial e pode atenuar e transformar a dor “num momento mais tranquilo e equilibrado”, desde que seja feito com respeito, cuidado, sensibilidade, compreensão e sem pressa. “Devemos ser uma ponte para abordar este tema de forma mais aberta e preventiva, para que deixe de ser tabu e possa ser encarado com maior naturalidade, respeito e acolhimento”, acrescenta. O balanço de quase dois meses de actividade é positivo “mas como tudo na vida, também este caminho precisa de tempo para chegar às pessoas para que conheçam o nosso trabalho diferenciado. Não vejo a actividade como fazer muitos funerais, mas fazer bem. Na confiança que deixamos, no conforto que proporcionamos e na forma como ajudamos. O mais importante é que as famílias saibam que são livres de escolher quem as acompanha neste processo e que podem optar pelo serviço onde sintam mais confiança, conforto e apoio”, sublinha.
A Funerária Gonçalves, situada na Rua do Matadouro Regional, em Santarém, presta atendimento no escritório ou ao domicílio e funciona 24 horas por dia. Ricardo Gonçalves trata de todas as burocracias com as entidades e aposta num acompanhamento contínuo no processo de luto, que considera essencial. “Quero marcar a diferença por estar sempre disponível com verdade e proximidade no pós funeral e no processo de luto de cada família”. A zona de actuação é nacional. “Prestamos serviço em qualquer ponto do país onde sejamos requisitados”, explica. Sobre projectos futuros, o empresário quer consolidar a empresa e ser referenciado pelo humanismo e pela empatia no atendimento e acompanhamento de cada família.
Para Ricardo Gonçalves, o segredo do sucesso resume‑se a uma ideia simples: “Na actividade funerária não há fórmulas mágicas, há valores a serem partilhados e transmitidos. Assumir o compromisso diário com a dignidade, cuidado e memória de quem parte e com o bem estar emocional de quem permanece. Conseguir colocar‑nos no lado do outro, sobrepor o lado humano ao comercial e tratar de todo o serviço que prestamos com empatia e profissionalismo”.

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