Abrantes volta a celebrar o Tejo com mercado ribeirinho e recriação histórica
Durante três dias, a margem Sul de Abrantes transforma‑se num grande palco dedicado às potencialidades do Tejo, relembrando a dinâmica do antigo porto fluvial de Rossio ao Sul do Tejo.
Durante três dias, a margem Sul de Abrantes transforma‑se num grande palco dedicado às potencialidades do Tejo, relembrando a dinâmica do antigo porto fluvial de Rossio ao Sul do Tejo. O evento, de 22 a 24 de Maio, inclui música, teatro, artesanato, gastronomia, desporto, oficinas, conversas, animação infantil e demonstrações ligadas aos ofícios tradicionais.
A inauguração está marcada para as 18h de sexta‑feira, 22 de Maio, seguida da actuação da Tuna da UTIA. A noite termina com fados pela abrantina Dora Maria. No sábado, às 17h00, decorre uma conversa sobre “Os 3.º Lugares como espaços de comunidade e bem‑estar”. A chegada do Cruzeiro Religioso do Tejo antecede actuações de cavaquinhos, dança contemporânea com fogo, percussão com pipas e DJ Cláudio Antunes. A edição deste ano apresenta como destaque a recriação de um mercado rural do século XX, no domingo, 24 de Maio, dinamizado pelo Grupo Teatro Palha de Abrantes. A iniciativa evoca o tempo em que o porto fluvial reunia intensa actividade comercial e artesanal, com venda de flores, hortofrutícolas, artesanato e velharias, recriando o ambiente das ruas da freguesia. Ao longo do fim‑de‑semana haverá mostra de produtos agrícolas, plantas, flores, artesanato, velharias e agroalimentares. As tasquinhas, dinamizadas pelo Clube Desportivo “Os Patos” e pelo CAPEC, garantem petiscos tradicionais e peixe do rio. Os visitantes são ainda desafiados a fazer piqueniques à beira‑Tejo, com cestas preparadas pela Padaria 2000. O programa inclui convívio de pesca, padel, caminhada, yoga, relaxamento sonoro, demonstração de parapente, arte equestre e baptismo a cavalo.
As oficinas voltam a ser um dos pontos fortes do evento. No sábado, a RCA – Restauro, Criação e Arte ensina crianças a pintar peixinhos em cerâmica e o grupo Sons do Douro orienta uma oficina de percussão com pipas e instrumentos da vinha. No domingo, há composição de centros de mesa com flores naturais, introdução ao parapente, criação de ceras perfumadas e demonstração do ofício de calafate, com reparação ao vivo de um barco tradicional do Tejo. No domingo, o programa etnográfico inclui a Sociedade de Instrução Musical Rossiense, o Rancho Folclórico de S. Miguel do Rio Torto, o Grupo de Cantares do Souto e os Cavaquinhos da Pucariça. Será ainda apresentado o livro “Memórias de um Guarda‑Rios”, de João Serrano.
O teatro Dom Roberto regressa com Valdevinos Marionetas, acompanhado por insufláveis, pinturas faciais, jogos tradicionais e oficinas para os mais novos. O mercado de produtos locais funciona na sexta‑feira das 17h00 às 24h00, no sábado das 15h00 às 24h e no domingo a partir das 10h, integrado no Mercado de Época. O evento pretende reforçar a ligação das populações ao Tejo, promovendo identidade, tradição e bem‑estar num dos espaços ribeirinhos mais emblemáticos da região.


