Economia | 22-05-2026 18:00

Comunidades intermunicipais e politécnicos reforçam laços com Universidade do Ribatejo como pano de fundo

Comunidades intermunicipais e politécnicos reforçam laços com Universidade do Ribatejo como pano de fundo
João Coroado, Manuel Valamatos, João Leite e João Moutão - FOTO – Facebook João Teixeira Leite

Encontro entre associações de municípios e politécnicos de Santarém e de Tomar decorreu numa altura em que a Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo e o Politécnico de Santarém têm vindo a trabalhar com o Ministério da Educação com vista à criação da Universidade Politécnica do Ribatejo.

Os presidentes das Comunidades Intermunicipais (CIM) da Lezíria do Tejo, João Leite, e do Médio Tejo, Manuel Valamatos, e os presidentes dos Institutos Politécnicos de Santarém, João Moutão, e de Tomar, João Coroado, estiveram reunidos na noite de 13 de Maio, numa sessão de trabalho. Um encontro inédito numa altura em que há movimentações em curso com vista à criação da Universidade Politécnica do Ribatejo e que pode ser entendido como uma forma de envolver as várias entidades e pô-las a remar para o mesmo lado, acrescentando escala e peso político e institucional ao processo.
Tal como foi tornado público há cerca de dois meses, a CIM da Lezíria do Tejo e o Politécnico de Santarém têm desenvolvido contactos junto do Ministério da Educação com vista à criação da Universidade Politécnica do Ribatejo. O anúncio desse propósito foi feito em Santarém durante a cerimónia de entrega de condecorações municipais a diversas personalidades e instituições, no dia 19 de Março. Na altura, João Leite vincou que a criação da Universidade Politécnica do Ribatejo era uma ambição dos onze municípios da Lezíria do Tejo, lembrando que a nova NUT II (nomenclatura de unidade territorial para fins estatísticos) do Oeste e Vale do Tejo é a única do país que não tem uma universidade, pelo que considera essa pretensão “também uma afirmação de justiça territorial e de coesão nacional”.
Na semana passada, o autarca de Santarém comentou a reunião entre os líderes das associações de municípios e dos politécnicos da região. “Foi um encontro marcado pela partilha de ideias, pela visão estratégica e pela convicção de que o futuro das nossas regiões passa, cada vez mais, pela ligação entre o poder local e a academia”, escreveu João Leite, sublinhando que “as comunidades intermunicipais têm um papel fundamental na construção de políticas territoriais integradas e o ensino superior é um parceiro indispensável para pensar desafios como a qualificação, a inovação, a fixação de talento e o desenvolvimento económico e social. Continuaremos a trabalhar em conjunto para criar mais oportunidades para os nossos territórios e para as novas gerações”, acrescentou o autarca de Santarém e líder da CIMLT nas redes sociais.
Manuel Valamatos também deu nota da reunião nas redes sociais. “Um encontro centrado em temas essenciais para o futuro da nossa região: o ensino superior, a qualificação, a inovação, a fixação dos nossos jovens talentos e o desenvolvimento económico e social. Continuaremos este caminho, com diálogo, exigência e uma visão partilhada para o desenvolvimento do Médio Tejo e da Lezíria do Tejo”, escreveu o presidente da CIM Médio Tejo e da Câmara de Abrantes.

Abrantes quer ter voz na estratégia regional para reforçar ensino superior

O presidente da Câmara de Abrantes, Manuel Valamatos, defende que o ensino superior deve assumir um papel central na afirmação da nova região Oeste e Vale do Tejo, estrutura territorial que agrega 34 municípios e cerca de 850 mil habitantes. O assunto foi abordado durante a última reunião do executivo municipal, na sequência de um encontro que juntou autarcas, responsáveis das Comunidades Intermunicipais da Lezíria do Tejo e do Médio Tejo e presidentes dos Institutos Politécnicos de Santarém e de Tomar.
Segundo Manuel Valamatos, a nova realidade regional deve apresentar-se junto da União Europeia com uma estratégia concertada e ambição suficiente para captar financiamento comunitário no próximo quadro europeu 2028-2034. O autarca sublinhou que o ensino superior é uma das áreas determinantes para dar consistência a essa ambição, destacando, nesse contexto, a importância da Escola Superior de Tecnologia de Abrantes. “O ensino superior é um tema relevante no contexto desta nova região”, afirmou o presidente da Câmara de Abrantes e da CIM Médio Tejo.
A oposição aproveitou a discussão para questionar o executivo sobre as medidas concretas de atracção e retenção de jovens no concelho. O vereador João Morgado apontou o que considerou ser uma “incoerência” entre o discurso político da maioria e a organização interna da autarquia, criticando a inexistência de uma divisão municipal exclusivamente dedicada à juventude. Manuel Valamatos rejeitou a ideia de desvalorização da área, garantindo que a juventude continua a ser encarada pelo município como “um pilar estratégico”. O autarca defendeu o trabalho desenvolvido em articulação com escolas, associações e instituições de ensino superior, considerando que a resposta aos desafios da juventude não se esgota na criação de uma estrutura orgânica específica.

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