Economia | 26-05-2026 10:16

Ribatejo quer deixar de ser “parente pobre” na promoção turística internacional

Ribatejo quer deixar de ser “parente pobre” na promoção turística internacional

Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo quer fazer de 2026 o ano em que o Ribatejo ganha maior visibilidade fora de portas. A meta é crescer entre 3% e 5% em hóspedes e dormidas, apostando na enogastronomia, turismo equestre, natureza e numa promoção mais agressiva nos mercados externos.

A Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo quer reforçar a promoção internacional do Ribatejo em 2026 e alcançar um crescimento entre 3% e 5% no número de hóspedes e dormidas. A estratégia foi apresentada em Santarém, num seminário dedicado à Lezíria do Tejo, que reuniu os presidentes das câmaras municipais da comunidade intermunicipal. O presidente da entidade, José Santos, assumiu que o plano para este ano tem três prioridades: aumentar a notoriedade do Ribatejo no mercado nacional, reforçar a comercialização da oferta turística e integrar a região na promoção internacional. “Queremos ampliar a exposição comercial do Ribatejo e integrá-la na dinâmica de promoção internacional”, afirmou.
A aposta surge depois de um ano em que o Ribatejo registou crescimento no mercado nacional, mas não conseguiu acompanhar esse desempenho junto dos turistas estrangeiros. José Santos reconheceu essa fragilidade e defendeu a necessidade de reequilibrar a procura, dando maior peso à captação de visitantes internacionais. O plano contempla campanhas publicitárias nacionais em duas fases, uma no Verão e outra na época baixa, campanhas digitais ao longo do ano, presença em eventos como a Feira Internacional da Agricultura e produção de conteúdos para plataformas digitais. Pela primeira vez, o Ribatejo terá conteúdos próprios em campanhas dirigidas ao mercado espanhol, em particular na Andaluzia, beneficiando da promoção conjunta com o Alentejo.
A estratégia passa também pelo Brasil e por parcerias com produtoras cinematográficas, com um investimento previsto de 50 mil euros para promover a região em festivais internacionais. O objectivo é projectar uma imagem mais autónoma do Ribatejo, região muitas vezes diluída na marca Alentejo, apesar de ter identidade turística própria. Entre os produtos considerados estruturantes estão a enogastronomia, apontada por José Santos como “produto âncora”, o turismo equestre e o turismo de natureza. Vinhos, gastronomia, restaurantes, eventos gastronómicos, caminhadas, ciclismo, observação de aves e experiências ligadas ao cavalo são alguns dos argumentos que a entidade quer colocar no centro da promoção. O plano inclui ainda a realização de um festival gastronómico em Setembro e o desenvolvimento de produtos complementares como o turismo industrial e o turismo literário, este último visto como uma oportunidade para captar visitantes brasileiros.
José Santos considera que as intempéries registadas no início do ano não deverão comprometer a época alta, apesar de algumas situações pontuais ainda por resolver, nomeadamente em Salvaterra de Magos. O responsável mostrou-se confiante na resposta dos municípios e garante que o território estará preparado para receber turistas.

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