Economia | 22-07-2026 13:25

Abrantes diz que megacentro do Pego avança mas sete mil milhões continuam sob escrutínio

datacenter data center centro de dados computador servidores servidor ilustrativ
foto ilustrativa

Câmara de Abrantes garante que o megacentro de dados de sete mil milhões de euros previsto para os terrenos da antiga RPP Solar, junto à Central do Pego, continua a avançar, apesar das dúvidas sobre financiamento e licenciamento.

A Câmara de Abrantes garante que o investimento de sete mil milhões de euros para instalar um megacentro de dados nos antigos terrenos da RPP Solar, junto à Central do Pego, continua em marcha. Depois de meses de dúvidas sobre investidores, financiamento e licenciamento, o município revela que os promotores já compraram os 83 hectares, avançaram com pedidos urbanísticos e garantiram 300 megawatts de potência na rede eléctrica. O vice-presidente da autarquia, João Gomes, afirmou na reunião de 21 de Julho que o processo é acompanhado “quase semanalmente” e está mais próximo da concretização do que há um ano. A aquisição dos terrenos terá representado 27,5 milhões de euros e beneficiou de uma isenção de IMT de cerca de 1,8 milhões. Já deram entrada um pedido para demolir as antigas instalações e um pedido de informação prévia, que deverá ser apreciado depois da entrada em vigor do novo Plano Director Municipal, prevista para Setembro.
A potência assegurada junto da Rede Eléctrica Nacional é considerada decisiva para viabilizar o empreendimento. A empresa mantém 2028 como meta para colocar em funcionamento o primeiro bloco, embora o processo ainda dependa de licenciamentos da Agência Portuguesa do Ambiente e da Direcção-Geral de Energia e Geologia. O projecto foi anunciado em Setembro de 2025 com a promessa de criar 450 empregos directos e 700 indirectos até 2030. A câmara classificou-o como Projecto Empresarial de Importância Municipal e aprovou benefícios em IMI, IMT e derrama avaliados em 16,2 milhões de euros. O anúncio, porém, nunca deixou de ser acompanhado por reservas da oposição, que exige informação sobre os investidores e garantias para proteger o município caso o negócio não avance.
As dúvidas ganham peso por o local já ter sido palco do fracassado projecto da RPP Solar, apresentado há cerca de 16 anos como uma operação industrial milionária que nunca se concretizou. João Gomes garante que o protocolo permite reverter os benefícios fiscais se os compromissos forem incumpridos e rejeita a exigência de uma garantia bancária adicional. A antiga central do Pego tornou-se entretanto um pólo de atracção para investimentos ligados à energia e à tecnologia. Além deste megacentro, a câmara já reconheceu a viabilidade urbanística de um segundo centro de dados, promovido pela Hyperion Renewables Services, junto ao ponto de injecção eléctrica de Alvega.

Mais Notícias

    A carregar...
    Logo: Mirante TV
    mais vídeos
    mais fotogalerias

    Edição Semanal