Sector hoteleiro de Fátima contra taxa turística
Os hoteleiros e representantes do alojamento de Fátima reuniram‑se numa sessão de esclarecimento sobre o regulamento da taxa turística.
Os hoteleiros e representantes do alojamento de Fátima reuniram‑se numa sessão de esclarecimento sobre o regulamento da taxa turística que o Município de Ourém pretende implementar e o encontro acabou por confirmar aquilo que o sector já vinha a dizer: há preocupação, apreensão e um sentimento generalizado de que a medida pode prejudicar a competitividade de Fátima. A proposta, aprovada pela câmara em Julho, fixa o valor de dois euros por dormida, até ao limite de cinco noites consecutivas, e só deverá entrar em vigor em 2027, mas os hoteleiros consideram que o impacto será imediato nas reservas, no investimento e no emprego.
A sessão, que decorreu na quinta-feira, 27 de Agosto, e que contou com a participação do advogado Artur Ramalho, serviu para esclarecer os efeitos jurídicos e económicos da taxa, mas tornou-se num espaço de contestação, com vários intervenientes a defenderem que é necessária uma posição conjunta para responder ao município e salvaguardar os direitos de quem trabalha na hotelaria e no alojamento local. Os empresários dizem que estão a defender os seus direitos e que não os move qualquer questão partidária.
Esta posição ocorre em plena fase de consulta pública, que acontece até 14 de Setembro. Recorde-se que a ACISO Associação Empresarial Ourém Fátima e vários operadores têm alertado para o risco de a taxa afastar visitantes e penalizar um destino cuja economia depende directamente do fluxo de peregrinos. O município argumenta que o valor permitirá compensar o desgaste provocado pelo elevado número de dormidas, mas o sector insiste que a medida chega num momento delicado e pode ter efeitos contrários ao pretendido.


