Economia | 29-09-2026 07:00

Águas do Ribatejo investe seis milhões na renovação de três ETAR

Águas do Ribatejo investe seis milhões na renovação de três ETAR

Estações de tratamento de Benfica do Ribatejo, Muge e Glória do Ribatejo vão ser alvo de obras profundas para responder ao aumento dos caudais e às novas exigências ambientais. Empreitadas representam um investimento global de cerca de seis milhões de euros.

A Águas do Ribatejo lançou concursos públicos para a reabilitação das estações de tratamento de águas residuais (ETAR) de Benfica do Ribatejo, Muge e Glória do Ribatejo, num investimento global de cerca de seis milhões de euros. As intervenções destinam-se a modernizar infraestruturas com várias décadas e a melhorar a qualidade do tratamento dos efluentes. Miguel Carrinho, director-geral da empresa intermunicipal, que serve cerca de 140 mil habitantes em sete concelhos da Lezíria do Tejo, considera as obras fundamentais para garantir a qualidade do serviço e melhorar o desempenho ambiental dos sistemas de saneamento.
A intervenção mais profunda será realizada na ETAR de Benfica do Ribatejo, concelho de Almeirim. A instalação, construída antes da criação da Águas do Ribatejo, deixou de ter capacidade adequada para responder ao aumento dos caudais provocado pela expansão da rede de saneamento. Segundo Miguel Carrinho, a reabilitação resultará, na prática, numa instalação “quase totalmente nova”. Em Muge, concelho de Salvaterra de Magos, a tecnologia actualmente utilizada apresenta limitações, nomeadamente na desinfecção dos efluentes. A descarga para o rio Tejo, junto a zonas consideradas sensíveis do ponto de vista hídrico, obriga também à introdução de novos processos de tratamento. A ETAR de Glória do Ribatejo enfrenta igualmente problemas relacionados com a antiguidade das infraestruturas e com normas ambientais hoje mais exigentes.
Os investimentos ganham maior importância com a entrada em vigor da nova directiva europeia sobre águas residuais urbanas, que vai exigir níveis superiores de tratamento e controlo ambiental e, segundo Miguel Carrinho, a mobilização de “recursos financeiros muito significativos”. Os três projectos foram candidatados a financiamento comunitário através do programa Sustentável 2030. As obras deverão prolongar-se entre cerca de um ano e meio e pouco mais de dois anos, dependendo da complexidade de cada empreitada.

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