Economia | 15-10-2026 09:10

Antiga fábrica da Tupperware em Montalvo não encontrou comprador em leilão

Antiga fábrica da Tupperware em Montalvo não encontrou comprador em leilão

A antiga fábrica da Tupperware, em Montalvo, no concelho de Constância, continua sem comprador. O leilão terminou sem que fossem atingidos os valores pretendidos pelos credores, apesar de uma proposta de 3,8 milhões de euros pela totalidade da unidade industrial. As ofertas vão agora ser reapreciadas, não estando afastada a realização de um novo leilão.

Antiga fábrica da Tupperware, em Montalvo, no concelho de Constância, não encontrou comprador no leilão realizado a 14 de Outubro. As propostas ficaram muito abaixo dos valores definidos pela comissão de credores, que recusou as ofertas apresentadas e decidiu remetê-las para posterior reapreciação. O leilão, conduzido pela Avalibérica, começou com a tentativa de venda da totalidade da unidade industrial por um preço base de 10 milhões de euros. A melhor proposta não ultrapassou os 3,8 milhões, valor rejeitado pelos credores. Seguiu-se uma segunda fase, com a venda separada dos imóveis e equipamentos. Pelos imóveis, avaliados em 5,4 milhões de euros, foram oferecidos 2,5 milhões, enquanto os bens móveis, com um preço base de 4,5 milhões, receberam uma oferta de 1,2 milhões. Ambas foram recusadas.
A terceira fase, destinada à venda dos activos lote a lote, também não produziu os resultados esperados. As propostas rondaram apenas 25% dos valores base, levando à interrupção das licitações. O administrador da insolvência, Jorge Calvete, reconheceu que o resultado ficou aquém das expectativas e admitiu que a proposta inicial de 3,8 milhões de euros poderá voltar a ser analisada. Segundo explicou, a antiguidade dos equipamentos e a menor eficiência energética tornam a fábrica menos atractiva para investidores, que podem beneficiar de apoios europeus para adquirir maquinaria nova.
Jorge Calvete considerou ainda evidente o desfasamento entre as avaliações e os valores que o mercado está disposto a pagar. A decisão sobre a aceitação das propostas ou a realização de novo leilão caberá à comissão de credores, composta maioritariamente por representantes dos trabalhadores. A fábrica de Montalvo, que chegou a empregar cerca de 260 pessoas, encerrou a produção em Janeiro de 2025 e foi declarada insolvente no mês seguinte.

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