Novos autocarros eléctricos da Carris Metropolitana chegam a Vila Franca de Xira
Investimento da Transportes Metropolitanos de Lisboa (TML) em 37 novos autocarros eléctricos foi de 16 milhões de euros. Presidente da empresa avisa que muitos terminais, sobretudo na cidade de Lisboa, já não são suficientes para responder às necessidades.
O concelho de Vila Franca de Xira é um dos que, desde a última semana, passou a ter novos autocarros eléctricos em circulação da Carris Metropolitana. A Transportes Metropolitanos de Lisboa (TML) apresentou uma nova frota de 37 autocarros totalmente eléctricos a 15 de Outubro nas instalações da Rodoviária de Lisboa em Santa Iria da Azóia. É um investimento de 16 milhões de euros.
Os 37 novos autocarros, de origem chinesa e com autonomias entre os 300 e os 400 km, vão estar ao serviço dos concelhos de Loures, Mafra, Odivelas e Vila Franca de Xira. Nem todos os autocarros a circular vão ser eléctricos mas uma boa parte das carreiras dos centros urbanos vai começar a ser assegurada por estes novos veículos da TML. É a segunda fase no processo de electrificação da operação da Rodoviária de Lisboa, que passa a contar com 77 veículos eléctricos em circulação, correspondentes a 14,5% da frota afecta à Área 2 que serve a zona norte da Área Metropolitana de Lisboa.
Segundo Carlos Humberto, presidente da TML, só no último ano, na área onde se insere VFX, a empresa transportou 63,4 milhões de passageiros. “Precisamos de mais transporte e temos que oferecer mais transporte”, afirmou Carlos Humberto, durante a cerimónia de apresentação dos novos autocarros, defendendo o reforço da oferta de transporte público para responder às necessidades da população, numa altura em que o preço dos combustíveis empurra cada vez mais passageiros para o transporte público. Para o gestor, a entrada de mais viaturas vai contribuir para aumentar a capacidade da operação e reduzir o impacto ambiental dos transportes públicos.
Contudo, o presidente da TML alertou para as dificuldades em aumentar a oferta devido à falta de espaço nos maiores terminais rodoviários de Lisboa, apontando os casos do Oriente, de Sete Rios e de Entrecampos. “Felizmente no concelho de Vila Franca de Xira não sentimos esses problemas”, explicou a O MIRANTE. Carlos Humberto indicou ainda que a TML está a procurar autorização do Tribunal de Contas para aumentar a oferta, uma vez que os limites previstos no concurso inicial já não são suficientes para responder às necessidades identificadas.
O responsável prevê que a oferta possa continuar a crescer durante este ano e em 2027, através das alterações na rede, da criação de serviços e do reforço de horários, embora a dimensão desse crescimento dependa das condições de circulação, da disponibilidade de terminais e da existência de motoristas.
O presidente da TML defendeu igualmente a criação de corredores dedicados ao transporte público e a adopção de soluções que permitam melhorar a circulação dos autocarros, incluindo sistemas de prioridade semafórica.
Silenciosos e não poluentes
Paulo Barros e Luís Peixoto foram os dois motoristas que levaram os convidados na primeira viagem experimental dos novos autocarros eléctricos da TML. Ambos trabalham na Rodoviária de Lisboa, empresa que assegura o serviço na Área 2 da Carris Metropolitana, há já década e meia. Paulo Barros, que vive no Forte da Casa, elogia a qualidade dos novos veículos, o silêncio e o conforto. Esta tipologia eléctrica permite também recuperar energia durante as desacelerações e travagens, integrando uma tecnologia que proporciona uma condução mais suave e uma utilização eficiente da energia. Estes novos autocarros também são mais fáceis de guiar, contam, devido a menores exigências na manutenção mecânica e caixa de velocidades.


