PSD propõe 300 mil euros para preparar zona empresarial junto à A13 em Salvaterra de Magos
Os sociais-democratas defendem a criação de uma área de acolhimento empresarial nos Foros de Salvaterra, aproveitando as oportunidades associadas ao futuro aeroporto.
O PSD de Salvaterra de Magos propôs a criação de uma zona empresarial junto à A13, defendendo uma dotação até 300 mil euros no Orçamento Municipal de 2027 para estudos, planeamento e preparação do investimento. A proposta foi apresentada pelo vereador José Manuel Coelho em reunião de câmara, integrando um documento com cinco prioridades para o desenvolvimento do concelho.
A envolvente do nó da A13, nos Foros de Salvaterra, é apontada como localização preferencial, embora os sociais-democratas admitam estudar outras alternativas. O partido considera que a proximidade ao futuro aeroporto e a presença dos sectores agrícola, agro-industrial e logístico representam oportunidades que devem ser aproveitadas para captar investimento e emprego.
Segundo o PSD, o concelho não dispõe de uma área empresarial de dimensão relevante, devidamente planeada e infraestruturada, capaz de receber investimentos de média e grande dimensão. A proposta prevê que, durante 2027, sejam realizados levantamentos dos terrenos, estudos de acessibilidades e identificadas as necessidades de água, saneamento, energia e telecomunicações, bem como os custos de infraestruturação.
O objectivo é chegar ao final do próximo ano com uma localização definida, um modelo territorial delineado e uma decisão municipal que permita avançar para a fase seguinte. Os 300 mil euros propostos destinam-se exclusivamente aos trabalhos preparatórios e não à construção da zona empresarial.
A iniciativa integra um pacote de propostas que pode atingir 1,195 milhões de euros. Além da área empresarial, o PSD defende 250 mil euros para aumentar as vagas em creches, outros 250 mil euros para reforçar as respostas residenciais para idosos, até 200 mil euros para preparar um equipamento cultural multifuncional na sede do concelho e até 195 mil euros para medidas de eficiência energética e produção de energia renovável. José Manuel Coelho pretende que estas prioridades tenham expressão concreta no Orçamento de 2027, mesmo que alguns projectos tenham execução plurianual.
Câmara procura espaço para apoiar empresas
A captação de investimento esteve também em discussão depois de a oposição questionar o funcionamento e os resultados do Gabinete de Apoio ao Investidor. A presidente da câmara, Helena Neves (Juntos Fazemos +), esclareceu que o serviço está integrado na Divisão Municipal de Promoção do Território e dispõe actualmente de uma técnica. A autarca explicou que o município mantém parcerias institucionais, estando em revisão um protocolo de cooperação, e disponibiliza algumas sedes virtuais a empresas, sobretudo a jovens empresários em início de actividade. Helena Neves reconheceu que o apoio ao investimento poderá ser reforçado com a criação de um espaço de coworking, mas revelou que a câmara continua à procura de instalações adequadas, depois de uma solução anteriormente identificada não ter reunido as condições necessárias. A presidente agradeceu as propostas apresentadas pelo PSD, considerando que várias coincidem com áreas em que o executivo já está a trabalhar. A concretização da zona empresarial dependerá, contudo, das decisões que vierem a ser tomadas na preparação do próximo orçamento municipal.


