Feira Nacional do Cavalo celebra 50 edições com reconhecimento histórico e ambição de chegar à UNESCO
Golegã volta a ser a capital do mundo equestre entre 6 e 15 de Novembro, numa edição especial da Feira Nacional do Cavalo. O certame celebra meio século de existência e estreia o estatuto de Património Cultural Imaterial.
A Feira Nacional do Cavalo regressa à Golegã de 6 a 15 de Novembro para uma edição marcada por dois acontecimentos históricos: a celebração dos 50 anos do certame e o reconhecimento da Feira da Golegã como Património Cultural Imaterial nacional. Durante 10 dias, a vila ribatejana volta a transformar-se numa montra internacional do cavalo Lusitano, reunindo criadores, cavaleiros, empresários e milhares de visitantes numa manifestação que ultrapassa largamente a dimensão desportiva. A edição deste ano ganha particular significado depois da inscrição da Feira da Golegã no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial, oficializada a 12 de Outubro. O reconhecimento valoriza uma tradição com raízes no século XVI e abre caminho à ambição de alcançar a classificação como Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO.
Outra novidade é a designação Caixa Golegã – Feira Nacional do Cavalo, resultado de uma parceria com a Caixa Geral de Depósitos, que assinala 150 anos de existência. A associação reforça a dimensão económica de um evento que, segundo a organização, atrai cerca de um milhão de visitantes e representa um importante estímulo para o alojamento, restauração, comércio e serviços, com reflexos nos concelhos vizinhos. O programa volta a colocar o cavalo no centro das atenções, com competições de saltos de obstáculos, dressage, atrelagem e equitação de trabalho. O Dia de São Martinho, a 11 de Novembro, será um dos momentos altos, com o tradicional cortejo e bênção dos romeiros, desfile de amazonas e apresentações de raças autóctones. No dia seguinte realiza-se a Gala Equestre, com participação da Escola Portuguesa de Arte Equestre, além da eleição dos campeões do cavalo de sela.
Meio século depois da criação da Feira Nacional do Cavalo, o desafio da organização passa por preservar essa autenticidade sem perder a capacidade de atrair novas gerações e projectar a tradição portuguesa além-fronteiras.


