Abrantes quer construir mais 100 casas a custos acessíveis além das 64 já previstas
Câmara de Abrantes pretende avançar com a construção de mais 100 habitações a custos acessíveis, mas o investimento depende da abertura de novas linhas de financiamento. Das 64 casas já previstas, nenhuma está ainda em condições de ser entregue às famílias.
A Câmara de Abrantes quer reforçar a oferta pública de habitação com a construção de mais 100 apartamentos nos próximos anos, além dos 64 fogos já previstos. O anúncio foi feito pelo presidente do município, Manuel Jorge Valamatos (PS), na última reunião do executivo, onde defendeu a necessidade de aumentar a oferta para contrariar a subida dos preços no mercado imobiliário. “Queremos fazer pelo menos mais 100 apartamentos nos próximos anos”, afirmou o autarca, esclarecendo que a concretização do investimento depende de novas oportunidades de financiamento. A habitação continua a ser uma das prioridades estratégicas do município, sobretudo para responder às dificuldades sentidas pelos jovens e famílias com rendimentos insuficientes para suportar os preços de mercado.
Dos 64 fogos previstos, 58 encontram-se em diferentes fases de execução e seis aguardam a formalização de um acordo de financiamento com o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU). Dez habitações, seis no Rossio ao Sul do Tejo e quatro no Tramagal, estão praticamente concluídas, mas ainda necessitam de acabamentos que poderão demorar dois a três meses. Manuel Jorge Valamatos esclareceu que nenhuma casa pode ainda ser entregue, uma vez que falta aprovar o regulamento de acesso, em preparação na Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo. O documento deverá definir critérios de candidatura e valores das rendas, estando também em estudo uma estrutura intermunicipal para gerir cerca de 1.200 fogos na região. As 64 habitações representam um investimento inicialmente estimado em mais de 10 milhões de euros, envolvendo reabilitação e construção nova no centro histórico de Abrantes, Rossio ao Sul do Tejo e Tramagal. Durante a discussão, o vereador Nuno Serras, do Chega, defendeu a recuperação prioritária dos imóveis sociais degradados e critérios rigorosos na atribuição das casas. Valamatos garantiu que o município continuará a investir na requalificação da habitação social, em paralelo com a construção de casas a custos acessíveis.


