Construção de 52 casas a custos acessíveis na Golegã continua bloqueada pelo IHRU
Projecto de oito milhões de euros, que deveria ter arrancado em 2025, continua sem avanços. Câmara da Golegã aguarda resposta do IHRU e quer garantir prioridade aos residentes do concelho na atribuição das habitações.
A construção de 52 habitações a custos acessíveis na Golegã continua sem sair do papel, mais de um ano depois da data inicialmente prevista para o arranque das obras. O presidente da câmara municipal, António Camilo, revelou, na última reunião do executivo, que aguarda uma resposta do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU) para desbloquear o processo. “Está parado e nós queremos avançar. Falta aqui um entendimento coerente”, afirmou, em resposta a questões da oposição. O autarca explicou que já tentou contactar o presidente do IHRU, Benjamim Pereira, e uma adjunta, mas continua sem esclarecimentos sobre a forma como o investimento será concretizado. A autarquia pretende que seja o instituto a assumir a elaboração dos projectos e a promoção da obra, evitando encargos adicionais para o município.
Segundo António Camilo, o IHRU tem optado por transferir verbas para as câmaras assumirem a construção, solução que pode representar custos acrescidos para as autarquias. “Nós queremos que seja o próprio IHRU a elaborar os processos”, sublinhou, admitindo, contudo, que a câmara poderá assumir essa responsabilidade. “Se tivermos de ser nós, seremos nós, mas não queria muito que fosse esse o caminho”, declarou. O investimento, estimado em oito milhões de euros, prevê a construção de 52 fogos no Arneiro de São Martinho, num terreno de 1,6 hectares adquirido pelo IHRU por cerca de 600 mil euros. Estão previstos 16 apartamentos T1, 26 T2 e 10 T3. Quando o projecto foi apresentado, em 2025, o início das obras estava apontado para o segundo semestre desse ano. Outra preocupação da autarquia prende-se com a atribuição das casas, uma vez que o concurso poderá ter âmbito nacional. António Camilo revelou que está a ser preparado um regulamento para tentar garantir prioridade aos moradores da Golegã, embora reconheça que essa possibilidade ainda não está assegurada.


