Especiais | 04-12-2021 18:00

“Os direitos não deviam ser mendigados”

“Os direitos não deviam ser mendigados”
PERSONALIDADES DO ANO
Eduardo Jorge, tetraplégico que luta pelos direitos das pessoas com deficiência, recebeu o prémio Personalidade do Ano Vida que foi entregue por Salomé Rafael, Santana-Maia Leonardo e Renato Bento

Personalidade do Ano Vida

Eduardo Jorge, que tem lutado pelos direitos das pessoas com limitações, desde que um acidente o atirou para uma cadeira de rodas, após receber o prémio Personalidade do Ano Vida, atribuído por O MIRANTE, garantiu que vai lutar sempre que os seus direitos não estiverem a ser salvaguardados.

Eduardo Jorge, tetraplégico que luta pelos direitos das pessoas com deficiência, foi o primeiro premiado a subir ao palco do Convento de São Francisco, em Santarém. Na sua intervenção disse que receber de O MIRANTE o prémio Personalidade do Ano Vida é “uma honra e um estímulo para continuar a luta pelos direitos iguais”, dedicando a distinção a “todos os que não têm voz e são excluídos”.

O galardoado, que perdeu a mobilidade aos 28 anos, na sequência de um acidente de automóvel, lembrou que “viver não é só respirar” e que para poder viver com dignidade tem travado uma “luta diária, titânica, por direitos que não deviam ser mendigados”.

“O MIRANTE olhou para mim não pela minha incapacidade mas pelo que sou. A deficiência é o que nos distingue mas não podemos ser menorizados pela nossa incapacidade”, disse o gerente do restaurante O Algaz, do Centro de Apoio Social da Carregueira, concelho da Chamusca, onde trabalha como técnico social. Acreditando que “podemos ter uma sociedade mais justa e igual”, Eduardo Jorge garantiu que voltará à luta sempre que os seus direitos não estiverem a ser cumpridos.

Depois de passar anos como utente num lar de idosos e de ter estado em frente à Assembleia da República dentro de uma gaiola Eduardo Jorge informou-se dos seus direitos e, em conjunto com outros cidadãos na mesma situação, conseguiu que fosse implementado o “Vida Independente”. Um projecto que actualmente abrange cerca de 900 cidadãos com limitações que permanecem nas suas casas apoiados por cuidadores escolhidos por si e pagos pela Segurança Social durante 36 meses.

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