Especiais | 16-07-2023 13:00

Hospitalização Domiciliária: o SNS em casa

Hospitalização Domiciliária: o SNS em casa
REVISTA DE SAÚDE E BEM ESTAR
Fátima Pimenta é a coordenadora da Unidade de Hospitalização Domiciliária do Centro Hospitalar do Médio Tejo

Fátima Pimenta, coordenadora da Unidade de Hospitalização Domiciliária do Centro Hospitalar do Médio Tejo, diz que a hospitalização domiciliária será o caminho mais digno, satisfatório e eficaz com ganhos de eficiência e redução de custos.

A Hospitalização Domiciliária não é um modelo novo, mas pode levar a mais e melhores cuidados de saúde prestados aos doentes e a ganhos de eficiência e reduções de custos dentro do Serviço Nacional de Saúde (SNS). No Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT), constituído por três hospitais de média dimensão, localizados fora do raio das grandes cidades e áreas metropolitanas, a aposta da Hospitalização Domiciliária foi prioritária e também precoce: a instituição foi a terceira entidade a nível nacional do SNS a criar uma unidade, a partir do Hospital de Abrantes, no coração do interior do país. Já na Pediatria, o CHMT foi, até Junho de 2023, a única instituição do país a ter uma unidade dedicada, a partir do Hospital de Torres Novas.
A experiência “Home Care” nasce em Nova Iorque há 75 anos com o objectivo de descongestionar os hospitais e criar um ambiente emocional e psicológico mais favorável aos doentes, na maioria regressados da II Guerra Mundial. A hospitalização domiciliária acabaria por chegar à Europa em 1957; à vizinha Espanha chegará 30 anos mais tarde e a Portugal será necessário esperar até 2015. Actualmente, há 39 unidades a nível nacional com um total de mais de 340 camas de internamento.
O CHMT iniciou a sua Unidade de Hospitalização Domiciliária, com uma equipa multidisciplinar, em Dezembro de 2018. Ao longo destes quatro anos e cinco meses de atividade, foram acompanhados 640 doentes no conforto da sua casa.
A grande mais-valia do alargamento deste modelo é a prestação dos cuidados de saúde personalizados, sem expor os doentes a riscos associados ao internamento hospitalar. Por outro, a hospitalização domiciliária liberta a pressão assistencial dos serviços de urgência e do internamento das instituições optimizando os recursos. A hospitalização domiciliária permite aumentar a literacia em saúde, diminuir o risco de infecções associados aos cuidados de saúde prestados e minorar a deterioração do estado funcional dos doentes diminuindo o risco de queda, úlceras de pressão ou flebites.
A evolução da hospitalização domiciliária tem levado ao surgimento de novas ideias como a telemonitorização ao domicílio, que permite a vigilância e acompanhamento dos doentes trazendo maior segurança no internamento de patologias crónicas e complexas. Na região do Médio Tejo o modelo vai passar cada vez mais pela cooperação com os lares de idosos, com os cuidados de saúde primários e com as especialidades cirúrgicas. No futuro, a hospitalização domiciliária será o caminho mais digno, satisfatório e eficaz com cuidados de excelência e muito mais personalizados.

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