Especiais | 16-06-2024 16:00

Cozinheiro em casa e actor num filme estreado no último ano e meio de mandato

Cozinheiro em casa e actor num filme estreado no último ano e meio de mandato
GUIA AUTARCAS E AUTARQUIAS
Fernando Paulo Ferreira está no primeiro mandato como presidente da Câmara de Vila Franca de Xira

Presidente da Câmara de Vila Franca de Xira – Fernando Paulo Ferreira (PS)

Fernando Paulo Ferreira era uma figura da qual já se falava estar na calha para liderar uma candidatura à Câmara de Vila Franca de Xira e o momento chegou em 2021, quando foi escolhido numa eleição interna do PS que pela primeira vez teve dois candidatos. Nascido a 10 de Maio de 1973, o jurista de profissão não gosta de falar sobre si, é reservado em relação à sua vida familiar, mas conta que aprendeu a tocar piano em criança e que tem na leitura um dos seus maiores passatempos. Confessa que leu todos os livros de Agatha Christie. Os livros estão sempre presentes na mesa-de-cabeceira, apesar de agora ter menos tempo para as leituras. Não obstante ter lido tudo da escritora britânica, prefere a literatura de raiz francesa e considera fenomenais as obras “Memorial do Convento, de José Saramago, e o “Livro do Desassossego”, de Fernando Pessoa.
Tendo os livros como uma forma de viajar, através do pensamento, há alguns títulos que vai revisitando, como já aconteceu com aquele que considera um grande marco da literatura: “Viagem ao Fim da Noite” de Louis-Ferdinand Céline. Em jovem destacava-se por levar os livros para todo o lado e lia em qualquer sítio. No liceu tinha com alguns colegas um grupo literário, chamado Lusitânia, ligado à poesia, que promovia encontros literários, encontros com poetas e declamação de poesia ao vivo. Considerando que qualquer local é bom para ler, o autarca continua a preferir ver as letras no papel. Fez teatro nos anos 90 na companhia Inestética, fundada em 1991 e que em 1998 se tornou a primeira companhia profissional do concelho de Vila Franca de Xira. Fernando Paulo Ferreira diz que gostou muito da experiência, revelando que é uma pessoa que gosta de desafios.
O lado artístico do autarca levou-o também a aceitar entrar na longa-
-metragem luso-francesa, “Encontro”, de François Manceaux, interpretando o personagem Renato Pinto. Revela o site do filme na Internet que este retrata “a viagem hipnótica de um homem guiado pelos sonhos. Entre imagens do seu amor perdido e do seu improvável encontro em Lisboa ele é projectado para Cabo Verde onde se revela a dualidade dos seus sentimentos”. A obra estreou em Portugal em Fevereiro. O convite para fazer parte da obra surgiu quando exercia advocacia e estava a tratar de assuntos com o realizador. O que o tira do sério é a preguiça. É casado e tem dois filhos na faculdade. Diz que a sua casa é como uma cooperativa em que cada um decide correr atrás dos seus objectivos e aceita as opções dos outros. Gosta de passear em zonas ribeirinhas e para férias prefere a praia.
Fernando Paulo Ferreira gosta tanto de viajar que considera que qualquer viagem é de sonho. Considera-se um tranquilo que tenta não estressar e que procura relativizar os problemas, sublinhando que não leva problemas da câmara para casa nem o contrário. Assume-se
como um homem de fé, que às vezes vai à missa e que se confessava quando era miúdo. O autarca, que já gostava de um bom jantar de convívio com os amigos, agora tem mais prazer nisso, considerando que o reencontro com pessoas que lhe dizem muito é importante e valorizado. O tempo livre que consegue arranjar é actualmente para jantares, confessa o autarca que não tem jeito para trabalhos manuais, mas gosta de cozinhar. Dizem que é bom a fazer peixe ao sal ou um cabrito no forno. Uma das iguarias que gosta de comer é mão-de-vaca com grão.
No desporto já foi ginasta, fez natação, kickboxing e muay thai, mas agora fica-se pelas caminhadas quando consegue. Gosta do mundo dos motards e o seu primeiro carro foi uma Renault 4L, pela qual se apaixonou. O que mais admira nas pessoas é a criatividade e a irreverência, bem como o empenho que colocam nas coisas. Fernando Paulo Ferreira, nascido em Moçambique até ter ido viver para Vila Franca de Xira com três anos e meio de idade, diz que acredita nas pessoas e valoriza a liberdade, o que significa dar-lhes espaço. Realça que se deve tentar puxar toda a gente para ter mais cultura e um espírito mais crítico. Estudou na cidade da qual é presidente até ingressar no curso de Direito em Lisboa. Era um jovem que não se metia em aventuras, como atrever-se a tentar pegar os toiros nas largadas.
Gosta da cor azul e é eclético nas escolhas musicais, apesar de ter mais preferência pela música alternativa, o indie pop e rock, considerando-se um liberal quanto aos costumes, porque o liberalismo serve para as pessoas serem mais felizes. Não é um esbanjador no que toca a finanças e quando faz compras prefere o mercado tradicional e as lojas de rua. Fernando Paulo Ferreira abre um pouco mais a porta da sua vida privada para dizer que em casa as tarefas são muito partilhadas. Embora seja benfiquista, não liga a futebol. Foi escoteiro da AEP até aos 17 anos e foi presidente Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Canoagem. Quando estava a tirar o curso já trabalhava na câmara como assessor do vereador Carlos Silva. Na vida pública pelo Partido Socialista, impulsionada pela ex-presidente da câmara e figura de relevo nacional no partido, Maria da Luz Rosinha, já foi deputado e presidente da assembleia municipal.

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