“Haver serviços que não entendem as necessidades e dificuldades das pessoas, não é evolução é retrocesso”
A informação tem extrema importância, contudo o enfoque deveria ser em como a consumimos, interpretamos e utilizamos. Deveria haver uma dose diária recomendada. Actualmente todos somos especialistas em opinar sobre todos os temas.
Qual considera ser a sua terra, aquela onde se sente realmente bem e à vontade?
Nado, crescido e educado em Santarém, é e será com toda a certeza a “minha terra”, mas nunca foi impedimento para conhecer outras gentes, outras paragens e outras realidades.
As pessoas que mais admira são algumas das que conhece e com quem contacta ou outras a quem, muito provavelmente, nunca vai ter a possibilidade de cumprimentar?
Tenho admiração pelos que me são e foram mais próximos, todos por razões diversas. Gostaria de ter privado com diversas figuras da actualidade e do passado, mas seria demasiado exaustivo enumerá-las.
Como descreveria O MIRANTE a alguém de outra região que nunca tivesse contactado com o jornal?
É o espelho da região com as suas virtudes e com os seus problemas.
O MIRANTE tem uma edição digital e divulga notícias nas suas páginas das redes sociais. Ainda lê o jornal em papel?
Quando algum tema me interessa é indiferente a plataforma.
Em Portugal há mais de 60 municípios sem um jornal ou rádio de informação local, sendo considerado que as pessoas daqueles locais, vivem em “desertos de notícias”. Acha que sentiria falta de informação local, se vivesse numa região como aquelas?
O país sempre teve desequilíbrios, que aliás se têm vindo a acentuar, quer estruturais quer demográficos e económicos que impactam o seu desenvolvimento. A informação local é relevante, mas ainda existem outras alternativas de modo a não existirem “desertos de notícias”.
Muita informação chega-nos através das redes sociais como Facebook, Instagram, TikTok ou X (Twitter). Sabe quem faz, escreve e publica aquelas informações e vídeos?
Não sou consumidor de “notícias” difundidas pelas redes sociais, prefiro outro tipo de fontes que considero mais fidedignas.
É assinante de algum jornal digital, nacional ou regional, ou só acede às notícias que são disponibilizadas gratuitamente?
Sim, de um jornal/rádio nacional.
É cada vez mais complicado sermos atendidos telefonicamente e, por vezes presencialmente, em muitos serviços, sejam públicos ou privados. Já lhe aconteceu?
Um serviço, uma consulta pós-venda ou um serviço público sem entender as necessidades e dificuldades dos clientes/utentes, não é evolução é retrocesso.
Consegue utilizar bem as novas tecnologias, nomeadamente as aplicações úteis, através do telemóvel?
Sou um utilizador mediano, mas garanto que vieram para nos facilitar a vida.
O que é que achou deste inquérito? Acha que estamos a ser muito narcisistas e que a comunicação social não é assim tão importante como se faz crer?
Não, a informação é de extrema importância, contudo o enfoque deveria ser em como a consumimos, interpretarmos e utilizamos no nosso dia-a-dia. Deveria ter uma dose diária recomendada. Actualmente todos somos especialistas em opinar sobre todos os temas.
Alguma vez lhe apeteceu ser jornalista por um dia?
Demasiadas vezes por dia.
Qual foi a última notícia que o deixou incrédulo?
A nova escalada para o nuclear.
O que gostaria de acrescentar?
Que se dê enfoque ao “saber” em detrimento do “ter”.


