Convento de São Francisco aplaudiu os melhores numa noite de emoções fortes em Santarém
Mais de meio milhar de pessoas encheram o Convento de São Francisco, em Santarém, para a grande tarde dos Prémios Personalidade do Ano de O MIRANTE, numa cerimónia que ficou marcada por aplausos, lágrimas e momentos de genuína emoção. Entre distinções, discursos sentidos e a força da tradição ribatejana em palco, a gala voltou a afirmar-se como uma celebração maior da cidadania, do associativismo e do orgulho numa região que sabe reconhecer os seus.
Mais de meio milhar de pessoas lotaram o Convento de São Francisco, em Santarém, para celebrar o mérito, a dedicação e o talento de figuras e instituições que marcam a região e o país. A gala dos Prémios Personalidade do Ano de O MIRANTE voltou a afirmar-se como um dos momentos mais altos da vida ribatejana, num fim de tarde de quinta-feira que foi muito mais do que uma cerimónia: foi uma afirmação colectiva da cidadania, do associativismo e da democracia.
Entre aplausos prolongados e discursos sentidos, houve momentos especiais. Quando Manuela Ralha recebeu o prémio Personalidade do Ano na área da Política, a emoção tomou conta da sala, e principalmente da sua família. O pai, Gutemberg Ralha, não conseguiu conter as lágrimas durante o discurso da filha. Visivelmente comovido, viveu cada palavra com orgulho, acompanhado pelo restante núcleo familiar que marcou presença na cerimónia. Foi um daqueles instantes em que a política dá lugar ao lado mais humano e íntimo de quem serve a causa pública.
Mas a noite também teve espaço para a espontaneidade e para a celebração da cultura popular. O Rancho Folclórico da Casa do Povo de Alpiarça, distinguido como Personalidade do Ano na área da Cultura, levou ao palco a força do fandango e da tradição ribatejana. E foi precisamente durante essa actuação que se viveu outro momento marcante. José Pacheco Pereira, também distinguido como Personalidade do Ano de O MIRANTE, e que esteve toda a cerimónia com uma postura serena e atenta, surpreendeu ao puxar do telemóvel do bolso para fotografar e filmar a actuação. O gesto, simples mas revelador, mostrou um homem atento e rendido à autenticidade do espectáculo, em especial ao momento protagonizado por Duarte Ramos e o pai, Bruno Ramos. Aos três anos, Duarte Ramos já sobe ao palco com a segurança de quem nasceu no meio da tradição. De mão dada com o pai, apresentou o fandango de pau perante um público rendido aos dotes precoces do mais novo elemento do rancho.
A cerimónia contou com mais de cinco centenas de convidados, entre autarcas, dirigentes associativos, empresários, familiares e amigos dos homenageados, num Convento de São Francisco cheio de vida e simbolismo. Numa região e país que viveu dificuldades nas últimas semanas, a gala de O MIRANTE voltou a provar que há talento, dedicação e exemplos que merecem e devem ser reconhecidos.


