Especiais | 07-03-2026 07:00

A prática é essencial na formação dos alunos da Escola Profissional do Vale do Tejo

A prática é essencial na formação dos alunos da Escola Profissional do Vale do Tejo
Alunos da Escola Profissional do Vale do Tejo brilharam na gala das Personalidades do Ano de O MIRANTE - foto O MIRANTE

Os estudantes da Escola Profissional do Vale do Tejo são colocados à prova em diferentes eventos, tendo colocado em prática na cerimónia Personalidades do Ano de O MIRANTE todos os ensinamentos dos anos de estudo.

Os alunos da Escola Profissional do Vale do Tejo (EPVT) voltaram a assegurar o serviço de catering na gala Personalidades do Ano de O MIRANTE, numa experiência que permitiu colocar em prática os conhecimentos adquiridos no curso. A equipa, composta por estudantes dos cursos de Cozinha e Pastelaria e de Restaurante e Bar, trabalhou sob a orientação do chef formador José Pereirinha, dividindo tarefas entre a preparação dos alimentos e o serviço de mesa.
Para muitos dos mais novos, esta foi a primeira participação num evento fora da escola, marcada por nervosismo inicial, mas também entusiasmo e sentido de responsabilidade. Entre a preparação e o serviço, os alunos reconhecem que o trabalho de catering exige organização, resistência e capacidade de adaptação. Marta Carreira, de 16 anos, da equipa da cozinha, considera que tanto a fase de preparação como o serviço exigem grande concentração e controlo do stress, sublinhando que quando os convidados já estão presentes há um stress adicional, pois tudo tem de sair na hora certa. Para a jovem, a simpatia é um elemento essencial neste tipo de eventos, defendendo que a rapidez não compensa se faltar uma boa atitude. Apaixonada sobretudo pela pastelaria, destaca que uma das principais lições que leva do curso para o dia-a-dia é que “a pressa é inimiga da perfeição”.
Também na cozinha, Sara Prudêncio, 16 anos, considera que o mais exigente é manter o ritmo durante o serviço, apontando a organização como a regra fundamental para conseguir servir a horas e preparar com eficácia. “Se não tivermos tudo organizado, perdemo-nos totalmente”, explica a jovem, que cresceu num ambiente familiar ligado à cozinha e que pretende um dia ter o seu próprio negócio como a mãe, que teve um estabelecimento em Angola. Entre os aspectos mais exigentes do trabalho destaca ainda o cansaço físico, sobretudo depois do serviço, quando é necessário tratar das limpezas e arrumações.
Na área do bar, Alexandre Sousa, 19 anos, acrescenta que uma das maiores dificuldades está nos horários imprevisíveis, já que muitas vezes é necessário chegar mais cedo para preparar tudo e a hora de saída é “sempre uma incógnita”. Considera também que, no contacto com os clientes, rapidez e simpatia devem andar lado a lado, uma vez que ninguém gosta de esperar demasiado tempo nem de ser atendido com frieza, destacando ainda a importância de manter a calma e a resiliência para lidar com situações difíceis ou clientes mais exigentes. Entre os conhecimentos adquiridos no curso, salienta a aprendizagem da harmonização de bebidas com os pratos servidos e revela que um dos seus objectivos é, no futuro, abrir um bar no estrangeiro.

O desafio de formar futuros profissionais
À frente da equipa esteve o chef formador José Pereirinha, responsável pela coordenação dos alunos e acompanhamento do serviço. O formador explica que os eventos não são difíceis de organizar quando os alunos já têm preparação, sendo o principal desafio motivá-los a manter a “postura e o rigor exigidos” em contextos formais. Segundo o chef, muitos dos alunos que participam nestas iniciativas estão ainda no início da formação e dão aqui os primeiros passos em eventos externos, começando por tarefas simples enquanto ganham confiança e experiência.
José Pereirinha admite que cada novo ano lectivo traz desafios diferentes, sobretudo porque os alunos chegam “cada vez mais novos” e com menos preparação em aspectos básicos de “comportamento e regras”. Ainda assim, considera que a prática em eventos reais é fundamental para a formação e para a preparação dos jovens para o mercado de trabalho. Depois de muitos anos na área da hotelaria e da formação, o chef garante que continua motivado pelo carácter dinâmico da profissão, explicando que cada evento é diferente e que “nunca nada é igual”, o que torna o trabalho menos rotineiro e permanentemente desafiante.

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