Empresário Vítor Calarrão diz que Ascensão une a população e supera mudanças políticas
Vítor Calarrão, sócio‑gerente da Carpintaria Vítor Calarrão, na Chamusca, considera que a falta de sinalização na estrada principal é o principal obstáculo ao trabalho das empresas instaladas na zona industrial da vila, mas garante que o concelho não apresenta problemas que prejudiquem a actividade da sua carpintaria.
A Carpintaria Vítor Calarrão dedica‑se a trabalhos de interiores — cozinhas, roupeiros, portas e pavimentos — e está instalada na zona industrial da Chamusca, para onde o empresário decidiu mudar depois de anos na Parreira. “A zona industrial da Parreira nunca recebeu a atenção necessária para se desenvolver”, afirma, explicando que a mudança permitiu melhores condições de trabalho. Vítor Calarrão defende que o município deveria reforçar a sinalização na estrada principal, indicando as empresas existentes na zona industrial. A nível nacional, aponta os impostos como o maior entrave ao sector, sobretudo devido ao impacto no preço das matérias‑primas e, consequentemente, no custo final para o consumidor.
Sobre os problemas do concelho, o empresário diz não sentir impactos significativos na sua actividade, nem mesmo com as limitações da ponte da Chamusca. “A maioria dos meus clientes é da zona de Lisboa e não preciso de atravessar a ponte. Para os poucos casos em que é necessário, afecta o meu trabalho e sei que afecta muito as empresas da região e as pessoas que necessitam de a atravessar diariamente”. Residente na Parreira, lamenta que o pólo industrial local não tenha sido desenvolvido, mas afirma não ter razões de queixa dos serviços públicos. “Sempre fui bem atendido na câmara e nas finanças. O mais chato é a redução do número de instituições bancárias”.
Sobre a mudança política no executivo municipal, considera que ainda é cedo para avaliar diferenças. Já quanto à Semana da Ascensão, acredita que a festa mantém a sua identidade independentemente das alterações políticas. “É uma festa com imensa tradição e muito feita pela população”. Durante a Ascensão, Vítor Calarrão aproveita sobretudo os espectáculos nocturnos, já que trabalha durante o dia. “Tentamos reduzir um pouco o ritmo e ficar por obras mais perto para poder aproveitar a festa com a família.” O empresário assume‑se “uma pessoa de tradições” e destaca “a maneira bonita como as pessoas da Chamusca vivem a Ascensão”.


