Feira Nacional de Agricultura anima Santarém durante nove dias
O complexo do CNEMA recebe mais uma edição da Feira Nacional de Agricultura/Feira do Ribatejo, evento que mantém o modelo de conjugar a vertente técnica e comercial com diversas actividades ligadas ao cavalo e ao touro, à gastronomia e à música.
A Feira Nacional de Agricultura (FNA 26) regressa ao Centro Nacional de Exposições e Mercados Agrícolas (CNEMA), em Santarém, entre 6 e 14 de Junho, com foco nos pequenos frutos, um sector em crescimento e considerado dos mais rentáveis da agricultura nacional. A edição deste ano é dedicada a produtos como mirtilos, morangos, framboesas e amoras, associados a tendências de consumo mais saudáveis e à valorização de alimentos considerados superalimentos, integrados na dieta mediterrânica.
O administrador do CNEMA, Luís Mira, salientou igualmente a presença de comunidades intermunicipais e de vários municípios de diferentes regiões do país, que irão aproveitar o certame para promover “os seus territórios, tradições, gastronomia e potencial turístico”. De acordo com Luís Mira, a participação destes municípios tem vindo a aumentar de ano para ano, assumindo a feira como um “palco preferencial” para territórios rurais e do interior se darem a conhecer junto do público e dos agentes económicos.
3.500 crianças vão à feira
O presidente da Câmara de Santarém, João Leite, que tem assento na administração do CNEMA, destaca a importância da Feira Nacional de Agricultura como o principal evento do concelho, sublinhando o seu impacto económico e a valorização das tradições ribatejanas. “Este é o maior evento que acontece no concelho de Santarém, que tem impacto directo na nossa economia local”, afirmou.
O autarca referiu ainda o envolvimento crescente da comunidade local, com especial destaque para a participação das escolas do concelho. “Vamos ter 3.500 crianças das nossas escolas a viverem a importância da agricultura, a importância da Feira Nacional da Agricultura e a importância do Ribatejo”, disse.
A programação volta a integrar espaços de debate, como as “Conversas de Agricultura”, que reúnem especialistas para discutir desafios do sector e apresentar soluções, incluindo temas como agricultura sustentável, regadio, inovação digital ou valorização de produtos agrícolas. No recinto, os claustros vão acolher “associações, empresas e entidades ligadas aos pequenos frutos”, enquanto as naves expositivas destacam diferentes áreas, desde a “mostra institucional e de equipamentos agrícolas” à promoção “de produtos regionais e artesanato”.
A Nave A recebe novamente o “Salão Prazer de Provar”, com produtos distinguidos em concursos nacionais, como azeites, vinhos, queijos e enchidos, complementado por iniciativas de cozinha ao vivo, provas e harmonizações. Já a Nave B concentra entidades institucionais, cooperativas e maquinaria agrícola, enquanto a Nave C aposta na tradição do artesanato e na oferta comercial diversificada, com demonstrações ao vivo.
A feira mantém também uma forte vertente pecuária, com exposição de raças autóctones e concursos especializados, além de actividades equestres, consideradas uma das imagens de marca do evento. A gastronomia continua a ser um dos principais atractivos, com restaurantes de carnes de raças autóctones e tasquinhas dinamizadas por associações locais, onde serão servidos petiscos tradicionais.


