Especiais | 06-06-2026 07:00

Gestiverde dá apoio técnico e de consultadoria especializada em fundos europeus no planeamento e gestão de empresas agrícolas

Gestiverde dá apoio técnico e de consultadoria especializada em fundos europeus no planeamento e gestão de empresas agrícolas
ESPECIAL FEIRA NACIONAL DE AGRICULTURA
José Luís André é o gerente da Gestiverde - foto DR

Custos de investimento, formação e adaptação das novas tecnologias à realidade de cada exploração são os maiores desafios.

A Gestiverde - Gestão Rural Ldª com sede em Abrantes e actividade em todo o país, foi constituída em 1995 e presta serviços de consultoria, planeamento e gestão nas áreas agrícola e florestal, assegurando o cumprimento das boas práticas do sector.
Através de acompanhamento técnico especializado, apoia investimentos e a gestão de explorações rurais, com foco na rentabilidade, valorização e preservação do património.
A sua principal área de trabalho, são as candidaturas a financiamentos e apoios comunitários, contribuindo para o crescimento sustentável das actividades agro-florestais. Os fundos europeus são fundamentais para garantir a viabilidade económica das explorações agrícolas, promover a modernização do sector, aumentar a sustentabilidade ambiental e contribuir para o desenvolvimento das zonas rurais.
O gerente da empresa, José Luís André, considera que o acesso e apoio à inovação tecnológica no sector agrícola têm vindo a melhorar, permitindo aumentar a eficiência, a produtividade e a sustentabilidade das explorações, mas diz que ainda existem desafios que as empresas enfrentam, relacionados com os custos de investimento, a formação dos agricultores e a adaptação das novas tecnologias à realidade de cada exploração.
O gestor costuma visitar a Feira Nacional da Agricultura, que considera ser um importante espaço de divulgação e valorização do sector, ajudando a promover a inovação, o conhecimento e a partilha de experiências e reforçando a ligação entre produtores, empresas e consumidores.
Com base na sua experiência e conhecimento aponta como desafios maiores para a agricultura a minimização das alterações climáticas, a escassez de água, o aumento dos custos de produção e a necessidade de maior sustentabilidade. Acrescenta que os cidadãos não se devem alhear daquele esforço do sector e que podem contribuir valorizando os produtos locais, reduzindo o desperdício alimentar e adoptando hábitos de consumo mais responsáveis.
“Para mitigar os impactos das alterações climáticas, sobretudo de fenómenos extremos, como secas e ondas de calor, é essencial investir na gestão eficiente da água, em tecnologias de rega mais sustentáveis; numa utilização mais racional, bem como aproveitar o rio Tejo como elemento fulcral para um melhor aproveitamento e aprovisionamento da água, a par da adopção de práticas agrícolas resilientes ao clima”, defende.
Frisa também que a qualificação profissional, a melhoria das condições de trabalho e a valorização das carreiras agrícolas são fundamentais para atrair e reter trabalhadores, a par do investimento em formação contínua e a criação de incentivos à fixação de mão-de-obra, para uma maior estabilidade no sector.
“As escolas profissionais e o ensino superior têm um papel fundamental na formação de técnicos e gestores qualificados, preparados para responder aos desafios actuais da agricultura e de outros sectores estratégicos do Ribatejo. A ligação entre ensino e empresas é essencial para promover competências práticas, inovação e maior empregabilidade dos jovens na região, promovendo a modernização e a produtividade das empresas”.

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