Ratel Wok faz o equilíbrio entre cozinha internacional e produtos frescos da região
Lin Wang, proprietário do restaurante buffet, em Santarém, acredita que integrar sabores portugueses cria uma ligação mais forte com os clientes locais e os turistas
Tentam dar preferência a produtos agrícolas locais?
No RatelWok damos preferência, sempre que possível, a fornecedores e produtores da região. Trabalhar com produtos locais permite-nos garantir mais frescura, apoiar a economia da região e reduzir tempos de transporte. Tentamos adaptar o buffet ao equilíbrio entre cozinha internacional e produtos frescos da região do Ribatejo. Mesmo sendo um restaurante com conceito internacional, acreditamos que integrar sabores portugueses cria uma ligação mais forte com os clientes locais e turistas. Estamos receptivos a contactos tanto de jovens à procura de oportunidades de emprego como de produtores locais interessados em fornecer os seus produtos ao restaurante, o que reforça a nossa ligação à comunidade e à região.
Que impacto tem a agricultura sustentável na identidade do restaurante e nas decisões da cozinha?
Hoje em dia os clientes valorizam cada vez mais a qualidade e a origem dos produtos. A sustentabilidade não é apenas uma tendência, é uma responsabilidade. No restaurante procuramos reduzir desperdícios, fazer uma gestão mais eficiente das matérias-primas e trabalhar com fornecedores que tenham preocupação com qualidade e estabilidade dos produtos. Isso influencia directamente as decisões da cozinha e da gestão diária.
Que iniciativas tem no restaurante, ou na sua vida pessoal, para garantir a sustentabilidade do planeta?
Tentamos reduzir desperdício alimentar, melhorar a eficiência energética e optimizar consumos no dia a dia do restaurante. A nível pessoal e empresarial acredito muito em investimentos mais eficientes e sustentáveis. Por exemplo, em projectos novos damos atenção ao isolamento, eficiência energética e utilização responsável dos recursos. Pequenas melhorias constantes fazem diferença no longo prazo.
Tem o hábito de visitar a feira da Agricultura? Considera que responde às necessidades actuais das empresas e dos profissionais do sector?
As feiras continuam a ter um papel importante porque aproximam empresas, produtores e consumidores. No entanto, hoje em dia também é importante apostar mais na divulgação digital, inovação e experiências para atrair públicos mais jovens e novos investidores.
Como avalia o contributo da feira para a economia local?
O impacto é muito positivo. Eventos deste tipo trazem movimento à cidade, aumentam o consumo local e ajudam vários sectores ao mesmo tempo, desde hotéis e restaurantes até comércio e serviços.
O que é que mais pode contribuir para a visibilidade e valorização das empresas da região de Santarém?
Acredito que a modernização, o investimento privado e a promoção da região são fundamentais. Santarém tem potencial enorme, boa localização e qualidade de vida. É importante continuar a criar projectos diferenciadores, apoiar empresários locais e apostar mais na divulgação da região a nível nacional.
As autarquias têm tido um papel importante na promoção da agricultura e na dinamização da economia local?
Quando existe diálogo entre empresários e entidades locais, torna-se mais fácil desenvolver projectos que tragam emprego, investimento e crescimento para a região.
Que soluções considera mais eficazes para garantir trabalhadores qualificados e estáveis?
A estabilidade das equipas depende muito de boas condições de trabalho, formação e valorização das pessoas. Na restauração é fundamental criar ambiente de respeito, oportunidade de crescimento e estabilidade. Também acredito que a formação profissional tem um papel muito importante para preparar melhor os jovens para o mercado de trabalho.
Que papel devem ter as escolas profissionais e o ensino superior na formação de técnicos e gestores, para o Ribatejo?
Devem ter uma ligação cada vez mais próxima com as empresas. É importante que os alunos tenham formação prática, contacto com a realidade do mercado e oportunidades de estágio. O crescimento da região depende muito da capacidade de formar profissionais preparados para os desafios actuais.


