As ajudas necessárias são a redução de impostos e do preço do gasóleo
Vasco Pita, sócio-gerente da Ribaregas, refere a falta de mão-de-obra como outro problema que está a afectar as empresas
A Ribaregas, na zona industrial de Muge, concelho de Salvaterra de Magos, faz montagens, reparações e presta assistência a todo o tipo de equipamentos de rega. Fundada por Vasco Pita, e com uma equipa de seis profissionais, executa trabalhos em todo o país, com disponibilidade total, de acordo com as necessidades dos clientes.
O empresário, que começou a trabalhar no sector aos 16 anos enfrenta, actualmente, o problema da escassez de mão-de-obra, avançando com algumas ideias para a sua solução.
“Falta-nos mão-de-obra, é muito complicado arranjar profissionais capacitados para trabalhar neste sector. Acho que deveria haver oferta formativa na área da agricultura em mais estabelecimentos de ensino, algo que é muito restrito a nível geográfico. O sector agrícola é essencial e é uma mais-valia para a economia do país. O Ribatejo tem uma tradição agrícola muito forte”.
Defende também medidas de apoio ao sector agrícola, dado ser um sector fundamental para o país. “As ajudas mais urgentes que são necessárias são as do Estado, nomeadamente a valorização dos produtos agrícolas, e a redução de impostos e do preço do gasóleo, porque as empresas e os agricultores estão constantemente sobrecarregados e não têm ajudas”, afirma.
Também advoga mais facilidades na obtenção de licenças para a abertura de novos furos, acreditando que, com isso “havia mais retenção de águas em pontos estratégicos”.
Quanto a expectativas para a próxima década, no que diz respeito à modernização e sustentabilidade da agricultura na região, limita-se a dizer que há esperança que as coisas melhorem. “É por isso que trabalhamos todos os dias e cada vez queremos ajudar mais e o máximo que conseguimos”.
Sobre a Feira Nacional de Agricultura considera que representa muito para os agricultores, pois permite-lhes terem conhecimento e contacto com novos materiais, tecnologias e mais novidades do mercado.
“É uma mais-valia para as empresas, empresários e profissionais que trabalham no sector, que tem imensas vertentes. E traz muita gente, o que consequentemente vai beneficiar o comércio, tanto a hotelaria como a restauração local”.


