Restaurante A Túlipa no Pego cruza tradições gastronómicas do Ribatejo, Alentejo e Beira Baixa
Um espaço onde várias gerações de famílias se cruzam, celebrando a vida, e onde as pessoas se sentem genuinamente felizes a partilhar uma refeição.
O Restaurante “A Túlipa”, fundado por António Larguinho, tem a sua origem ligada ao antigo bar A Tulipa que foi transformado em restaurante para aproveitar uma grande oportunidade de mercado: a construção da Central Termoeléctrica do Pego.
A chegada de um grande número de trabalhadores e visitantes à localidade criou a necessidade urgente de um espaço que oferecesse refeições de qualidade e um ambiente acolhedor.
“Como qualquer grande novidade na terra, a abertura foi sinónimo de casa cheia. Ainda sentíamos o cheiro a tinta fresca nas paredes e um nervosismo miudinho na barriga, mas a vontade de receber bem era maior. Para celebrar este início, preparámos uma recepção em grande: houve direito à oferta de leitão assado e a festa foi animada por um conjunto musical”, contam.
“Começámos com uma ementa humilde de cerca de oito pratos, focada essencialmente em carnes tradicionais. Com o tempo, investimos na modernização do espaço e na sofisticação do serviço, o que nos permitiu elevar a oferta gastronómica. Hoje, a nossa ementa inclui peixes frescos, mariscos e cortes de carnes nobres. Esta transformação reflectiu-se directamente no nosso público: conquistámos uma carteira de clientes mais ampla, exigente e, acima de tudo, profundamente fiel”, explicam os proprietários.
A Túlipa, actualmente com Ana Larguinho e o pai António Larguinho na gerência, tem um ambiente familiar e caloroso. Os seus principais clientes são pessoas da terra, mas a sua localização atrai muita gente, tanto da região, porque ganhou fama, como de muita gente de passagem e também os utilizadores da EN118, bem como ‘aventureiros’ que percorrem a mítica Estrada Nacional 2.
Entre os pratos mais especiais do menu, a nível de carnes, destacam-se os Lombinhos com Camarão, confeccionados em frigideira de alumínio. No peixe e marisco, os mais apreciados são a Fritada Mista de Polvo e o Polvo com Amêijoas — ambos servidos na sertã — a Feijoada de Búzios à Costa Vicentina e as Lulas à Pescador.
“Na confluência do Ribatejo, Alentejo e Beira Baixa, a nossa cozinha é de sabores intensos, muito forte nos petiscos e profundamente ligada às nossas raízes, onde o bucho e a tripa — sejam cozidos ou grelhados — e as famosas migas carvoeiras são os grandes protagonistas. Esta identidade é tão marcante que conta com a dedicação da Confraria do Bucho e da Tripa, que leva o nome e os sabores da nossa terra a ser divulgados com orgulho por todo o país”, referem.
Quanto ao futuro, para além de projectos que ainda possam concretizar, afirmam que gostariam que o restaurante A Túlipa fosse recordado como um símbolo de consistência e qualidade à mesa e como um lugar com alma. “Um espaço onde várias gerações de famílias se cruzaram, celebraram a vida e onde as pessoas foram genuinamente felizes a partilhar uma refeição. Queremos que o nosso nome seja sinónimo de boas memórias e de momentos felizes no coração do Pego”, concluem.


