A Cernelha é mais do que um tradicional restaurante ribatejano
Vânia Costa esteve sempre ligada à restauração porque, antes do restaurante no Cartaxo, os pais tiveram uma pastelaria e restaurante em Vila Chã de Ourique, e posteriormente um espaço para eventos.
A Cernelha como peça de carne bovina tenra, pode ter estado na origem do nome do conhecido restaurante do Cartaxo, onde abriu há uns bons quarenta anos. O espaço foi comprado pelos pais da actual gerente, Vânia Costa e o nome ficou.
A fama de uma boa gastronomia, que já tinha, manteve-se e ampliou-se. Graças à forma calorosa de receber e de tudo fazer para agradar aos clientes, e à competência de quem lhe traça diariamente o rumo.
“Há 34 anos os meus pais, Sara Gomes e Sérgio Pinto da Costa começaram a trabalhar na área da restauração, com um restaurante e pastelaria em Vila Chã de Ourique que tinha o nome de “A Bula” e em 1999 criaram a Casa da Caldeira em Vila Chã de Ourique como restaurante e espaço para eventos.
Em 2006 surgiu a oportunidade de passarem para A Cernelha, um restaurante que já existia com outra gerência. É um restaurante de referência na cidade do Cartaxo, a que tive todo o gosto em dar continuidade há quatro anos”, explica.
Toda a vida de Vânia Costa está ligada à restauração. Mesmo o curso de gestão de empresas que tirou foi escolhido por poder vir a ser útil ao restaurante.
A Cernelha é um restaurante tradicional ribatejano mas a ementa vai um pouco mais além. A sopa da pedra, a sopa de peixe, os grelhados no carvão, o tornedó, costeleta de boi, posta de boi, o bife à Cernelha, picanha, secretos, lagartos, espetadas de lombinho de boi, entre outros, são os pratos mais pedidos, tanto por clientes portugueses como estrangeiros. E estes últimos procuram conhecer mais do que um.
Normalmente, os portugueses olham para a ementa e escolhem um prato. Os estrangeiros têm muita curiosidade e querem experimentar muita coisa. Pedem vários pratos.
A mãe de Vânia costuma ajudar na cozinha, o que garante, não só a transmissão de conhecimento, como a garantia de sabores mais caseiros. Mais tradicionais. Isso nota-se bem, no bife à Cernelha, no tornedó, no arroz de polvo ou de peixe, no ensopado de enguias, no bacalhau com natas, ou no magusto. E também nas sobremesas doces, tanto no doce da casa, como no pudim de abóbora e na cascata de maçã.
O ambiente é calmo, acolhedor, familiar. Reina a simpatia e a boa educação. Não é por acaso que o recrutamento de pessoal seja uma das maiores preocupações da gerente. “É muito importante conseguir ter pessoal capaz para lidar correctamente com o cliente, e que mostre empenho em trabalhar aqui”, explica.
A Cernelha está aberta todos os dias para almoços e jantares. E está a ser ponderada a possibilidade de uma ampliação que permita a criação de uma zona para eventos, como baptizados, festas de aniversário, almoços e jantares de convívio.


