Especiais | 04-07-2026 16:00

Visitar a Loja do Sal nas Salinas de Rio Maior é uma experiência única e autêntica

Visitar a Loja do Sal nas Salinas de Rio Maior é uma experiência única e autêntica
TURISMO NO RIBATEJO
Luís Lopes, Emília Lopes, Fernando Lopes e João Lopes

Luís Lopes, 36 anos, natural de Rio Maior é sócio-gerente e pertence à quarta geração da família que está há 161 anos instalada no local.

Para Luís Lopes, sócio gerente da Loja do Sal, as Salinas de Rio Maior são um museu vivo. Um ecomuseu e uma aldeia. A aldeia mais pitoresca de Portugal, constituída por casas de madeira, o que a diferencia em relação a todas as outras aldeias. Uma aldeia centenária, que nasceu toda envolvida naquilo o produto principal desta terra, que é o sal de Rio Maior, um produto único e exclusivo.
Actualmente com 36 anos, pertence à quarta geração da família com ligação à Loja do Sal, fundada pelo bisavô em 1865. “Faz este ano 161 anos que a minha família se dedica à produção de sal, mas também à comercialização, à promoção e à divulgação do sal. Para além da produção, o espaço que temos aqui nas salinas de Rio Maior está aberto todos os dias, com a vocação de receber os turistas, de promover e de valorizar o sal, o artesanato local e todos os derivados que fazemos, em que torna o sal um produto único, de características únicas”, explica.
A importância histórica, refere Luís Lopes, é muitíssimo importante do ponto de vista turístico; do ponto de vista tradicional e do ponto de vista cultural e histórico, porque a produção de sal naquele local vem desde a pré-história e a arquitectura das salinas é romana.
E alonga-se em mais explicações. “Este nosso sal é um sal tradicional em que a origem é uma pedra de sal que remonta há mais de 200 milhões de anos, pois o mar esteve nesta parte do território, e quando recuou, deixou-nos nesta zona uma grande lagoa de água salgada que, passados milhares de anos, solidificou e formou-se nesta zona a maior pedra de sal de gema da Península Ibérica. É um sal que é 100% natural, por isso é diferente de todos os outros, tem um processo muito rápido de evaporação, que faz com que esteja muito pouco tempo exposto ao meio ambiente, e a qualidade da água faz com que seja um produto excepcional”.
Os produtos vendidos na Loja do Sal, para além do sal e da flor de sal, têm todos como elemento principal o sal, nomeadamente para fins terapêuticos. E a Loja do Sal tem visitas guiadas às salinas, que permitem um contacto com o património existente; passeios ‘gourmet’, com um percurso pedestre, com provas de azeite, ou de vinhos, e degustação de produtos regionais, e um programa que permite desfrutar aquilo que é o contacto com o salineiro e o sal.
“É um motivo de grande orgulho, verificarmos o interesse por este nosso património, por parte de pessoas de todo o lado. Temos rotulagem em diversos idiomas, com diversos conceitos, em diversas embalagens, para públicos diferentes. É realmente um orgulho mas também uma grande responsabilidade, porque acabamos por levar um bocadinho desta história da minha família, do sal e de Rio Maior, além fronteiras. E os 20 países que temos como clientes, são demonstrativos daquilo que é esse desafio, mas também daquilo que é a qualidade do produto que temos em mãos”, sublinha.
E Luís Lopes termina com um convite: “Este é dos poucos locais que se podem visitar que têm autenticidade. Quem aqui trabalha são pessoas que fazem isto há 40, 50 e 60 anos, muitos deles, chefes da equipa que temos na produção, são pessoas de muita idade. Um deles é o meu pai, Fernando Lopes”, conclui.

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