Taberna do Zé Cristino tem boa comida caseira, bom vinho e ambiente informal
Em Urqueira, no concelho de Ourém, sob a direcção de Joel e Miguel Marques, o objectivo é servir doses de felicidade.
A tibornada de bacalhau ou o cabrito assado no forno a lenha são alguns dos pratos tradicionais servidos no restaurante Taberna do Zé Cristino Mas há muitos mais na ementa, todos feitos com bons produtos, muito saber acumulado e dedicação à arte da gastronomia. Quem lá vai sabe que deve reservar mesa. Carneiro guisado, chanfana, sopas de verde, ou os diversos bifes de frigideira são outras opções. Na lista de sobremesas, os doces clássicos têm lugar certo na carta e são feitos na cozinha do restaurante: leite-creme, pudim de ovos, gelados diversos e mousse de chocolate, por exemplo.
As ofertas vão-se adaptando às estações do ano. Há pratos que só fazem no Inverno e outros que são exclusivos do Verão. Uma boa mão de vaca em dias frios e uma bela sardinhada nos dias mais quentes são apenas dois exemplos. A Taberna do Zé Cristino, na Estrada da Pederneira 13, em Urqueira, no concelho de Ourém, faz 12 anos a 6 de Agosto e é gerida por Joel Marques e Miguel Marques, netos de Zé Cristino.
Tem ao seu serviço uma equipa de oito profissionais da área da restauração, tanto a nível de sala como da cozinha. Funciona todos os dias, excepto terças-feiras (descanso do pessoal), das 10h00 às 24h00.
A ideia de transformar a antiga mercearia e taberna num restaurante nasceu um dia à mesa, enquanto os dois esperavam para ser servidos. “O nosso avô era bom garfo e uma pessoa popular, o que pensamos estar reflectido na boa comida e na popularidade da Taberna do Zé Cristino”, referem, acrescentando que na recuperação do edifício houve o cuidado de manter a imagem e a mística da taberna, com as comodidades dos tempos actuais.
Os produtos locais e de qualidade são os preferidos para a elaboração dos pratos. Sempre foi assim e irá continuar. O mobiliário rústico e os objectos antigos são peças-chave da decoração.
“Muitos deles eram usados pelos nossos avós, em tempos idos. Ainda me lembro da bisavó sentada à lareira a mexer a cafeteira do café. E a torneira da pia onde o avô lavava os copos de vinho da taberna ainda ali está, bem como a faca de madeira com que a avó cortava a marmelada que embrulhava em papel pardo, tal como o café e açúcar amarelo que vinham em sacos de 50 quilos. Outros tempos.”
Sendo Fátima uma zona turística, muitos dos clientes são de passagem, mas na realidade são os locais que fazem a casa. O vinho tradicionalmente servido na Taberna do Zé Cristino é o bom palhete da região, onde o espírito boémio está presente e o prazer da boa mesa não é pecado. “As pessoas que gostam de boa comida caseira, bom vinho e ambiente descontraído e informal podem ir lá… à confiança!"


