Carpicoruche faz trabalhos por medida com as técnicas tradicionais
Luís Velez, natural de Santa Justa, Couço, Coruche, tem uma equipa dedicada e procura adaptar os materiais ao orçamento e às necessidades de cada cliente.
A Carpicoruche dedica-se ao fabrico de cozinhas, roupeiros e portas interiores e também dispõe de equipamentos que lhe permitem fabricar portas, janelas e outros elementos em madeira maciça, mantendo a tradição da carpintaria.
A carpintaria, propriedade de Luís Velez, é das poucas que ainda trabalha a madeira da forma tradicional, recorrendo ao trabalho artesanal e à experiência acumulada ao longo dos anos.
Actualmente existem soluções de mobiliário industrializadas e fáceis de montar, mas a Carpicoruche diferencia-se por continuar a apostar na carpintaria tradicional, sem deixar de utilizar equipamentos modernos que tornam o processo de produção mais eficiente.
“Cada processo começa quando o cliente entra em contacto connosco. Deslocamo-nos ao local para fazer as medições e conhecer as necessidades do projecto. Depois apresentamos um orçamento e, caso seja aprovado, fazemos as medições finais com rigor. Todo o trabalho é produzido por medida, de acordo com o espaço e as preferências do cliente. Após a fabricação, procedemos à instalação”, explica o gerente.
A importância da personalização dos trabalhos é compreensível, uma vez que cada cliente tem necessidades e gostos diferentes. Para além da personalização dos trabalhos, a Carpicoruche procura adaptar os materiais ao orçamento e às necessidades de cada pessoa.
“Existem soluções mais económicas e outras de maior qualidade e durabilidade. O importante é encontrar a opção mais adequada para cada projecto. A madeira é um material natural e vivo, pelo que exige alguns cuidados. Garantimos a qualidade da fabricação e da montagem, mas a durabilidade também depende da manutenção feita pelo cliente. Quando a madeira é bem tratada e conservada, pode durar muitos anos”, sublinha.
A ligação de Luíz Velez, à carpintaria começou muito cedo, através do pai, Diamantino Velez, que era carpinteiro. “Quando terminei a escola, comecei a trabalhar na carpintaria dele. Em 1997, decidimos criar a nossa própria empresa, sendo o meu pai, meu sócio. A partir de 2000 passei a dedicar-me exclusivamente à empresa, que se chama Carpicoruche.”
Apesar da falta de profissionais qualificados no sector e de haver poucas escolas com formação naquela área, a Carpicoruche tem conseguido preservar a sua equipa, garantido estabilidade, tendo ainda a possibilidade de investir em novas máquinas que lhe permitam aumentar a produção.
A Carpicoruche tem sede em Coruche e trabalha de segunda a sexta-feira, das 8h00 às 17h00, com uma pausa para almoço entre as 13h00 e as 14h00. Aos sábados, apenas trabalha quando existe necessidade, dependendo do volume de trabalho.


