Especiais | 20-08-2026 12:00

Festival da Sopa da Pedra quer servir 12.500 doses e levar 20 mil pessoas a Almeirim

Festival da Sopa da Pedra quer servir 12.500 doses e levar 20 mil pessoas a Almeirim
ESPECIAL SOPA DA PEDRA
Certame envolve 14 associações do concelho, entre tasquinhas e bares, com receitas que revertem para a actividade das colectividades - foto arquivo O MIRANTE

Cinco dias, quatro mil litros de sopa e milhares de visitantes. O Festival Nacional da Sopa da Pedra regressa a Almeirim de 26 a 30 de Agosto, numa edição que volta a transformar o prato mais emblemático do concelho num motor de promoção do território e de financiamento do movimento associativo.

O Festival Nacional da Sopa da Pedra espera receber entre 15 mil e 20 mil visitantes e servir cerca de 12.500 doses do prato que tornou Almeirim conhecida dentro e fora do país. A 12.ª edição do certame decorre entre 26 e 30 de Agosto e deverá implicar a confecção de cerca de quatro mil litros de sopa. As previsões foram avançadas à agência Lusa pelo grão-confrade da Confraria Gastronómica de Almeirim, Luís Manso, que admite que o festival atingiu já uma dimensão difícil de ultrapassar nas actuais condições. As limitações físicas do recinto e a menor disponibilidade de voluntários nas colectividades condicionam o crescimento. “Fisicamente e estruturalmente não temos condições para crescer mais ao nível da oferta. O movimento associativo está mais envelhecido e há menos adesão de voluntários”, explicou.
O festival mantém este ano a estrutura das edições anteriores, embora com alterações na disposição do recinto. Uma das principais mudanças é a deslocação do espaço destinado aos show cookings, numa tentativa de criar uma nova dinâmica dentro do evento. Participam 14 associações do concelho, 11 das quais responsáveis por tasquinhas e três pela exploração dos bares. Desde a criação do festival que todas trabalham com o mesmo menu e praticam preços iguais, independentemente da colectividade que gere cada espaço.
A participação representa também uma importante fonte de receita para o movimento associativo, já que os valores obtidos pelas colectividades revertem integralmente para a sua actividade. Para Luís Manso, essa componente financeira é uma das marcas do festival, permitindo simultaneamente às associações apresentarem-se à comunidade e angariarem fundos. A dimensão económica ultrapassa, no entanto, o recinto. Estudos realizados antes da pandemia indicavam que cerca de 15% do volume de negócios anual dos restaurantes especializados em sopa da pedra era conseguido durante os dias do festival. Comércio, fornecedores e produtores locais beneficiam igualmente da presença de milhares de pessoas na cidade. A certificação europeia da Sopa da Pedra de Almeirim, obtida em 2022, trouxe ainda maior visibilidade internacional ao produto. Segundo Luís Manso, o impacto sente-se sobretudo no aumento de visitantes estrangeiros, em particular oriundos de países europeus. O programa volta a juntar gastronomia e animação, com sessões de show cooking dinamizadas por confrarias gastronómicas de várias regiões do país, uma quermesse exclusivamente dedicada a produtos alimentares além de diversões e espectáculos musicais. A organização pretende continuar a reforçar a promoção nacional do festival, mas sem deixar que o crescimento comprometa a qualidade do evento. “Queremos atrair mais pessoas, mas não de uma forma descontrolada. Temos de conseguir servir quem nos visita e proporcionar uma boa experiência”, afirma Luís Manso.

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