Glória do Ribatejo volta a celebrar a padroeira com quatro dias de tradição e festa
Festas em Honra de Nossa Senhora da Glória decorrem de 21 a 24 de Agosto e juntam concertos, folclore, cavalhadas, fogo de artifício e os momentos religiosos que continuam no centro de uma das celebrações mais marcantes da vila. Emanuel, ÁTOA e Iris estão entre os principais nomes de um programa que mantém viva uma tradição ligada à própria história da Glória do Ribatejo e à devoção secular à sua padroeira.
Glória do Ribatejo volta a viver os dias grandes da vila com uma celebração onde a fé continua a andar de braço dado com o associativismo, o folclore, a música e os rituais que ajudam a explicar a forte identidade gloriana. A componente religiosa começa a 19 de Agosto, com missa solene em honra da padroeira, antes do arranque oficial dos festejos. Na sexta-feira, 21, há arraial, fogo de estalaria, desfile e actuação de ranchos folclóricos, sardinha assada e concerto da Banda ATK. No sábado realizam-se caminhada, passeio de motas, recepção da Associação Filarmónica União Lapense e a tradicional cerimónia do hastear da bandeira. O dia inclui ainda animação de rua, exposições dedicadas ao património gloriano, um tributo ao Cantor de Sonhos e, pela noite dentro, ÁTOA e DJ Joana Dinis.
O domingo é o dia de maior peso religioso. A missa solene está marcada para as 16h30, seguindo-se o desfile de fogaças e, às 17h30, a procissão em honra de Nossa Senhora da Glória. À noite actuam Iris e Queres é Pimba, com fogo de artifício à meia-noite. A festa fecha na segunda-feira, 24, com jogos tradicionais, Banda Filarmónica de Muge, cavalhadas e a entrega da bandeira à nova comissão. Emanuel sobe ao palco às 22h30 e o encerramento só chega às oito da manhã.
As festas estão ligadas à própria origem da Glória do Ribatejo. A história local recua ao século XIV: D. Pedro I mandou edificar uma igreja em 1362 e concedeu, dois anos depois, privilégios destinados a favorecer o povoamento da localidade. A tradição popular acrescenta a lenda do rei que, durante uma caçada na charneca, caiu num pego e, ameaçado por um animal, invocou a Virgem da Glória. Salvo do perigo, terá prometido erguer uma ermida em agradecimento. A invocação de Nossa Senhora da Glória está ligada à glorificação de Maria e à solenidade da Assunção, celebrada pela Igreja Católica a 15 de Agosto, uma das mais antigas festas marianas. Séculos de pois, a vila continua a celebrar não apenas a padroeira, mas a memória colectiva de uma comunidade que fez da tradição uma das suas marcas mais fortes.


