Feira de Santa Iria em Tomar alia tradição e novidades no ano dos quatro séculos
A Feira de Santa Iria, em Tomar, muda de modelo na edição em que celebra 400 anos de história. Alguns dos concertos musicais passam a ter entrada paga e a Várzea Grande será vedada para controlo de acessos. Quinta do Bill, GNR e Bárbara Tinoco são alguns dos nomes do cartaz.
Pela primeira vez, na sua história de quatro séculos, a Feira de Santa Iria em Tomar vai ter espectáculos musicais com entrada paga e controlo de acesso à Várzea Grande. O novo modelo do Iria Music Fest prevê uma lotação superior a dez mil pessoas e divide o programa entre dias de entrada livre e noites com bilhete. A edição deste ano decorre entre 16 e 25 de Outubro e terá a Várzea Grande vedada nos dias de concertos pagos.
A entrada será gratuita nos dias 18, 19, 20 e 25 e paga a 16, 17, 21, 22, 23 e 24 de Outubro. O passe para os seis dias custa 25 euros. O bilhete para 16 de Outubro terá um preço de 10 euros e, nos restantes dias pagos, a entrada custa sete euros, acrescida de uma comissão de 6% nas compras online. Nesses dias o acesso será livre até às 19h00, fechando depois o recinto para controlo de entradas, com reabertura às 20h00 para quem tiver bilhete.
O cartaz inclui Padre Guilherme, Chico da Tina, P*ta da Loucura, Quinta do Bill, Ivandro, ÁTOA, GNR, Karetus e Bárbara Tinoco, além do espectáculo Smells Like 90’s. Apesar da nova componente musical, a Feira de Santa Iria mantém os elementos tradicionais, como a Feira das Passas, a procissão dedicada à padroeira de Tomar, restauração, diversões várias, comércio e participação associativa.
O vereador Samuel Fontes (Chega), responsável pelos Mercados e Feiras no executivo da Câmara de Tomar liderado pelo PSD, explicou que o município estava a trabalhar com a Protecção Civil para definir a área útil do recinto e a lotação final, que deverá ultrapassar as dez mil pessoas.
A proposta do novo modelo foi aprovada por maioria graças ao voto de qualidade da vice-presidente Célia Bonet (PSD), que presidiu à reunião na ausência de Tiago Carrão. Os três vereadores do PS votaram contra e criticaram a introdução de bilhetes precisamente no ano em que a feira celebra quatro séculos, defendendo a manutenção do carácter popular do certame e levantando dúvidas sobre a lotação, a segurança e o fecho da Várzea Grande.


