Especiais | 15-10-2026 08:00

Trabalho da Ecolezíria é determinante para a sustentabilidade do território

Trabalho da Ecolezíria é determinante para a sustentabilidade do território
REVISTA 1000 MAIORES EMPRESAS
João Heitor, presidente do conselho de administração da Ecolezíria - foto O MIRANTE

Presidente do conselho de administração, João Miguel Ferreira Heitor sublinha que a empresa presta um serviço público a mais de 120 mil habitantes, conciliando eficiência com sustentabilidade ambiental.

A Ecolezíria - Empresa Intermunicipal para o Tratamento de Resíduos Urbanos, EIM, localizada em Raposa, Almeirim, é uma empresa intermunicipal responsável pela gestão, recolha, tratamento e valorização de resíduos urbanos nos municípios de Almeirim, Alpiarça, Benavente, Cartaxo, Coruche e Salvaterra de Magos.
Assegura a recolha selectiva dos resíduos depositados nos ecopontos nos seis municípios e a recolha de resíduos urbanos indiferenciados nos municípios de Almeirim, Alpiarça e Coruche. Recebe ainda os resíduos recolhidos pelos municípios associados, procedendo ao seu encaminhamento para tratamento e valorização.
A sua actividade integra igualmente uma importante componente de valorização energética, através do aproveitamento do biogás produzido pelos resíduos depositados em aterro para produção de energia eléctrica.
No sector dos resíduos, o grande desafio passa por conseguir reduzir progressivamente a deposição em aterro, aumentar a separação, a reciclagem e a valorização dos resíduos e, simultaneamente, assegurar que estas soluções são económica e operacionalmente sustentáveis.
A Ecolezíria conta actualmente com 77 trabalhadores, com funções operacionais exigentes e especializadas e, por isso, é essencial conseguirmos manter profissionais experientes e motivados. Isso passa pela melhoria contínua das condições de trabalho, pela valorização remuneratória dentro das possibilidades e regras aplicáveis à empresa, pela formação profissional e pela criação de condições para que as pessoas se sintam valorizadas e reconheçam a importância do trabalho que realizam.
No que respeita à formação, procuramos que seja ajustada às necessidades concretas dos trabalhadores e às funções que desempenham, recorrendo a entidades formadoras e parceiros especializados em função de cada área. Num sector sujeito a uma permanente evolução técnica, ambiental e legislativa, a formação contínua é indispensável.
Gostaria de sublinhar que a gestão de resíduos é hoje muito mais do que recolher e tratar aquilo que as pessoas colocam num contentor. É uma área determinante para a sustentabilidade dos nossos territórios e um enorme desafio colectivo. Temos metas ambientais cada vez mais exigentes e precisamos de reduzir os resíduos que produzimos, separar mais e melhor, aumentar a reciclagem e encontrar novas soluções de valorização.
A Ecolezíria tem procurado fazer esse caminho, investindo na modernização dos seus serviços e equipamentos, na recolha selectiva, na sensibilização ambiental e na valorização dos resíduos.
Mas nenhuma entidade consegue fazê-
-lo sozinha. Precisamos do envolvimento dos municípios, dos trabalhadores, das empresas e, sobretudo, das populações. Cada gesto de separação conta.
Quero também deixar uma palavra aos trabalhadores da Ecolezíria. São eles que, todos os dias, asseguram no terreno um serviço público essencial. Muitas vezes é um trabalho pouco visível, exigente e realizado em condições difíceis, mas absolutamente indispensável à qualidade de vida das nossas populações e à sustentabilidade ambiental dos nossos municípios. Valorizar a Ecolezíria é também reconhecer e valorizar o trabalho de todos eles.

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