Alunos da Escola Profissional Vale do Tejo sonham abrir restaurantes e dirigir hotéis
Wilquer Rocha, João Patrocínio e Olga Sanca estiveram ao serviço dos convidados na gala do Galardão Empresa do Ano de O MIRANTE, em Santarém. Os três jovens têm ambições diferentes mas partilham a vontade de construir uma carreira na restauração e hotelaria.
Há quem queira abrir um restaurante em Cabo Verde, quem sonhe ter um negócio de doces para casamentos e quem encontre no contacto com os clientes a motivação para seguir uma carreira na restauração. São três histórias de alunos da Escola Profissional Vale do Tejo (EPVT) que participaram na gala do Galardão Empresa do Ano de O MIRANTE, realizada a 8 de Outubro, no Convento de São Francisco, em Santarém. Uma oportunidade para trocar as salas de aula por um ambiente profissional e colocar à prova os conhecimentos adquiridos.
Wilquer Rocha, de 21 anos, nasceu em Cabo Verde e frequenta a EPVT há quase três anos. Tem o futuro traçado e não esconde a ambição de regressar à terra natal para abrir um restaurante. Também gostaria de chegar à direcção de um hotel, mas sabe que terá de percorrer um longo caminho. Quer continuar os estudos na universidade e ganhar experiência antes de avançar com um negócio próprio. Escolheu a restauração por gosto pessoal e considera que conhecer pessoas diferentes é uma das maiores vantagens da profissão. Se tivesse de servir o primeiro-ministro, Wilquer Rocha não complicava: um sumo de laranja e um brigadeiro. Para animar alguém que estivesse triste, a escolha seria uma caipirinha.
João Patrocínio, de 16 anos, é natural de Outeiro da Cortiçada, no concelho de Rio Maior, e frequenta o 11.º ano. A restauração não era a sua primeira opção, mas acabou por descobrir na cozinha conhecimentos que o surpreenderam. Entre as aprendizagens destaca a preparação de molhos, nomeadamente o holandês, que exige cuidado na temperatura para evitar que as gemas formem grumos. O jovem quer prosseguir os estudos, dependendo da possibilidade de conseguir uma bolsa, e admite que a entrada no mercado de trabalho poderá ser difícil. O grande objectivo é criar um negócio de produção de doces para casamentos. Se tivesse o primeiro-ministro à mesa, começaria por perguntar se tinha alergias alimentares antes de escolher o que servir. Para consolar alguém triste apostaria numa lasanha.
Olga Sanca, de 18 anos, natural da Guiné-Bissau, frequenta o segundo ano do curso de restauração e acredita que o ensino profissional facilita a entrada no mercado de trabalho. Gosta de conversar com os clientes, conhecer pessoas e preparar bebidas. Uma das experiências que mais a entusiasmou foi aprender a fazer um Beirão Sour. Se tivesse de servir uma sobremesa ao primeiro-ministro, escolheria brigadeiros.
Os três jovens representam diferentes ambições de uma geração que procura no ensino profissional uma porta de entrada para o futuro. Na gala de O MIRANTE tiveram oportunidade de trabalhar perante centenas de convidados, num contexto onde a atenção ao detalhe, o rigor e a capacidade de relacionamento são tão importantes como aquilo que se serve à mesa.


