Especiais | 19-10-2026 07:00

Com alicerces firmes a Saldanha Engenharia e Construção ergueu-se como PME de respeito

Com alicerces firmes a Saldanha Engenharia e Construção ergueu-se como PME de respeito
ESPECIAL GALARDÃO EMPRESA DO ANO
Os sócios-gerentes Miguel Saldanha e Sónia Henriques - foto O MIRANTE

A Saldanha Engenharia e Construção tem uma história de mais de duas décadas marcada pelo rigor, pela inovação e por uma equipa que cresceu com a empresa. A firma fundada por Miguel Saldanha e pelo pai, Augusto, mantém o cariz familiar e soma hoje meia centena de trabalhadores, obras em vários concelhos e uma trajectória sustentada que nunca deu passos maiores do que as pernas. Com falta de mão-de-obra e oscilações de preços, que deviam ser enfrentadas com coragem política, só um núcleo duro de trabalhadores empenhados tem permitido à empresa continuar a crescer.

A empresa Saldanha Engenharia e Construção nasceu com o nome de Construções Saldanha Alves, Lda., em 2002, pelas mãos do engenheiro civil Miguel Saldanha e do pai, Augusto Saldanha, que trabalhava no sector da construção civil. A sociedade mantém o cariz familiar que esteve na sua génese, tendo hoje como sócios-gerentes Miguel Saldanha e a esposa, Sónia Henriques. A facturação e o número de trabalhadores têm vindo a crescer de forma sustentada, contando actualmente com cerca de meia centena de funcionários e uma facturação na ordem dos 4 milhões de euros prevista para este ano. O casal responsável pela empresa faz questão de destacar o núcleo duro de colaboradores, com 15 a 20 anos de casa, que tem acompanhado e ajudado à construção da história de sucesso da firma, cuja primeira obra foi uma vivenda na zona de Alcanede.
A Saldanha Engenharia e Construção pauta-se pelo rigor na gestão e por um cumprimento rigoroso dos cadernos de encargos, através da inovação e utilização de novos materiais e técnicas, com recurso a um corpo técnico e especializado próprio. A actividade divide-se actualmente pela edificação de moradias e construção de equipamentos públicos, como é exemplo a creche inaugurada recentemente em Alcanena.
A empresa nasceu em Amiais de Baixo, mas hoje tem as instalações na vizinha aldeia de Canal, na freguesia de Abrã, concelho de Santarém. É dali que saem diariamente as equipas para as várias obras em curso. O raio de acção da Saldanha Engenharia e Construção centra-se sobretudo no distrito de Santarém, embora também tenha trabalho realizado em distritos como Leiria ou Lisboa. Neste momento tem frentes de trabalho nos concelhos de Santarém, Alcanena, Torres Novas e Salvaterra de Magos e não pensa em estender muito os horizontes nem em dar passos maiores do que as pernas.
Durante alguns anos, a empresa evitou trabalhar para entidades públicas, nomeadamente municípios, devido aos prazos de pagamento que muitas vezes se estendiam por largos meses e até anos. Entretanto, o panorama melhorou substancialmente e a Saldanha Engenharia e Construção voltou a concorrer a obras públicas na área da construção, algumas financiadas pelo PRR, e a opção é continuar nas duas frentes: a pública e a privada.
Miguel Saldanha, 51 anos acabados de fazer, é formado em Engenharia Civil pelo Instituto Superior Técnico e Sónia Henriques, 48 anos, tem formação na área do Marketing e é responsável pela parte financeira e administrativa da empresa. Residem em Amiais de Baixo. São sócios-gerentes e têm duas filhas.
A Saldanha Engenharia e Construção alia a componente prática, garantida pela larga experiência dos seus colaboradores, às inovações tecnológicas, ao rigor financeiro e ao cumprimento escrupuloso das boas normas construtivas, assumindo os compromissos com os clientes de forma clara e explícita. Com mais de duas décadas de existência, a Saldanha Engenharia e Construção pretende continuar a crescer da forma estruturada que lhe tem permitido aumentar o volume de negócios de ano para ano e ver algumas construções suas serem nomeadas para prémios.

A crise de mão-de-obra é o principal desafio

“A maior dificuldade da construção civil é a mão-de-obra. Ponto final, parágrafo!”. A expressão de Miguel Saldanha ilustra uma realidade transversal a muitas empresas a operar na construção e obras públicas. E não só. O empresário foi um dos muitos jovens de outros tempos que, nas férias escolares, iam dar serventia a pedreiro nas obras. Era uma forma de ganhar mais uns cobres e, nalguns casos, também um castigo que os pais impunham aos filhos, quando as coisas não corriam bem na escola ou noutras situações. Não era o seu caso.
Hoje, os jovens com menos de 18 anos estão legalmente impedidos de trabalhar numa obra, lamenta o engenheiro civil que comprou uma guitarra, na sua adolescência, com o dinheiro que o pai lhe pagava pelo seu trabalho nas obras durante as férias. “Tem que haver uma aposta em Portugal nesta área, senão quem é que vai construir o nosso país daqui a 15 ou 20 anos?”, considera Miguel Saldanha, afirmando que “há falta de coragem política para pôr o dedo na ferida e dizer que isto não pode continuar assim”.
Apesar das dificuldades de captar mão de obra, Miguel Saldanha diz que na zona de Amiais de Baixo ainda se vai conseguindo arranjar pessoal qualificado e jovens interessados em trabalhar na construção civil. Um sector que considera subvalorizado por estigmas e preconceitos. A sua empresa tem um núcleo duro que representa metade do universo de funcionários. A outra metade é mais volátil, com algumas pessoas de nacionalidade estrangeira. “Temos conseguido manter uma franja importante de mão de obra para conseguirmos dar resposta. É um núcleo que nos ajudou muito a crescer”, reconhece.
Outra dificuldade com que se têm confrontado prende-se com o aumento dos combustíveis, que, por arrasto, se reflecte nos preços de materiais como o tijolo, o alumínio ou a madeira, por exemplo. As oscilações de preços tornam mais difícil a missão de orçamentar uma obra e aumentam os riscos de desvios substanciais nos custos da empreitada.

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