Entrevista | 11-02-2013 01:12
O homem que mudou o Pombalinho de Santarém para a Golegã sem ondas
Coleccionador de diplomas, com duas licenciaturas, três mestrados e actualmente a meio de um doutoramento, este ex-futebolista, professor e psicólogo tem como um dos lemas de vida estudar. Desapontado com a política não pensa em recandidatar-se e critica quem esteve no poder em Santarém nas últimas décadas e votou a sua freguesia ao abandono. "Moita Flores foi uma desilusão total", confessa.
No seu primeiro mandato como presidente da Junta do Pombalinho, Luís Santana Júlio já garantiu um lugar na história da freguesia que recentemente deixou o concelho de Santarém para integrar o da Golegã, protagonizando a única alteração no território de municípios à escala nacional no âmbito da reorganização administrativa territorial em curso. Este homem discreto e de semblante fechado aproveitou a revolução no mapa das freguesias para concretizar um anseio da população do Pombalinho. E, facto digno de realce, conseguiu-o sem fazer ondas nem causar reacções inflamadas, num processo conduzido com pinças e que acabou com a aclamação por todas as partes envolvidas. Sim, porque ver autarcas de um concelho aplaudirem a perda de uma freguesia para um concelho vizinho, como aconteceu na Assembleia Municipal de Santarém, deve ser inédito no nosso poder local. Luís Júlio assume-se como rosto da mudança mas diz que se tratou de obra colectiva, da população da freguesia, do concelho que os deixou partir e do município que agora os acolheu. O abandono a que a freguesia estava votada falou mais alto e levou ao quebrar das amarras afectivas que ligavam historicamente o Pombalinho a Santarém.* Entrevista completa na edição semanal de O MIRANTE.
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