Entrevista | 04-08-2016 00:08

Sandra Pôlho

Sandra Pôlho
AGORA FALO EU

Directora Técnica do Lar de Santo António, 43 anos, Santarém

O que é que nunca se esquece de fazer diariamente?
Abraçar quem mais amo.
Durante quanto tempo consegue guardar um segredo?
O tempo necessário.
Gosta de praticar algum desporto?
Sou muito sedentária, fico-me pelas caminhadas, talvez um dia chegue às corridas.
Tem a profissão que gostava de ter?
Em criança não era esta a profissão que imaginava vir a ter, até porque não é uma profissão muito comum. As minhas expectativas estavam mais associadas à área da saúde. No entanto as coisas foram acontecendo naturalmente e chego à área social devido a opções curriculares no secundário. O sistema de ensino exige que os jovens façam essas opções muito cedo, sem estarem preparados.
Sente-se realizada?
Hoje penso no meu percurso de vida e reconheço que não tinha outra opção de escolha. Esta é a minha área. Sinto-me realizada profissionalmente.
O que é mais aliciante no seu trabalho?
O que é mais aliciante é o desafio do trabalho directo com as jovens. Dinamizar cada um dos projectos de vida e encontrar respostas adequadas para as necessidades de cada uma delas. Basicamente é “semear para que as jovens possam colher”. Às vezes os resultados não se vêem no imediato, mas só no futuro.
É difícil trabalhar com jovens?
Eu não defino como difícil mas motivador, tentador, provocador, e tudo isto acaba por ser muito aliciante.
O que gosta de fazer num dia de calor?
Se estiver a trabalhar, gosto de estar dentro do lar, porque dadas as suas características é um lugar fresco. Se estiver de férias gosto muito de ir à praia. Aliás, estar de férias para mim é ir à praia.
Qual o tipo de livro que gosta de ter na mesa de cabeceira?
Gosto de ter um bom romance, daqueles que nos transportam no tempo e nos ajudam a esquecer das vivências do quotidiano.
Qual o monumento de Santarém que não visitou e que gostava de visitar?
Gostava de conhecer a Torre das Cabaças, porque é uma referência no legado histórico de Santarém.
Ainda há homens românticos, à moda antiga?
Sim, ainda existem homens românticos à moda antiga. Acho adorável. E esses nunca passam de moda. Pessoalmente tenho em mãos dois projectos de homens românticos que estou a criar. Julgo que estão bem encaminhados, pois tiveram um bom exemplo na família, são crianças sensíveis, que gostam de cuidar, proteger e mimar.
Gosta de dormir a sesta?
Ao fim-de-semana é obrigatório. Deve ser por ter uma costela espanhola!
Santarém é uma cidade segura?
Presentemente não sinto que o seja, principalmente à noite.
Já alguma vez deu sangue?
Nunca dei, mas se fosse necessário por alguma razão, daria sem problemas.
Qual é o seu truque para manter a calma perante um imprevisto?
Eu normalmente no caos organizo-me. Faço isso não só profissionalmente mas também pessoalmente. É uma vantagem...
É organizada?
Gosto de planificar. Faço-o definindo prioridades mentalmente, o que me ajuda a não entrar em dramatismos e a minimizar o risco. Diariamente trabalho com uma equipa fantástica que se apoia, o que torna as situações mais fáceis de resolver.
Os jovens estão motivados para manter as tradições?
A adolescência é uma fase em que os jovens, na sua maioria, estão muito auto-centrados e fecham-se, sendo difícil por vezes a sua participação activa nas questões sociais. Presentemente os jovens estão maioritariamente mais ligados às tecnologias e quando ouvem falar de alguma tradição associam-na a um passado longínquo. No entanto, tento manter algumas tradições quer no seio familiar quer na instituição onde trabalho.
As pessoas são solidárias?
As pessoas ainda são solidárias e cada vez mais se sentem motivadas para o ser. Apesar do contexto social ser desfavorável, quando se realizam campanhas de solidariedade as pessoas gostam de participar e mostram-se curiosas sobre a dinâmica.
Gosta de contar histórias às crianças?
Gosto muito de contar histórias, porque adoro fazer diferentes vozes e sons para cada uma das personagens. Curiosamente, já aconteceu estar a contar uma história na praia aos meus filhos e ter pessoas atentas.

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