Entrevista | 19-06-2019 15:00

“Enquanto não encontro uma solução para os problemas não desisto”

“Enquanto não encontro uma solução para os problemas não desisto”
IDENTIDADE PROFISSIONAL

Daniela Casaca tem 25 anos e é advogada num escritório de Samora Correia.

Não é uma viciada em trabalho mas gosta de se empenhar a fundo nos casos em que pega. Daniela é natural de Foros de Salvaterra, terra onde ainda reside, mas é no novo escritório de advogados Palha Ruivo, em Samora Correia, que exerce a sua profissão. Diz-se apaixonada pelo Direito e não se imagina a desempenhar outra profissão.

A justiça já foi mais morosa do que é hoje. A opinião é de Daniela Casaca, 25 anos, advogada no escritório de advogados Palha Ruivo em Samora Correia, concelho de Benavente. A causídica nota que há cada vez mais mecanismos digitais para aproximar os advogados dos tribunais mas que a lentidão da burocracia existente ainda não é compreendida pelas pessoas que recorrem à justiça.

“O facto dos processos por vezes estarem muito tempo parados levanta algum descrédito nas pessoas, levando a que sejam os advogados a explicar isso aos clientes, que muitas vezes pensam que a culpa é dos profissionais e não do sistema em si”, refere. Daniela compreende o excesso de burocracia que ainda existe na justiça, mas lembra que ela pode ser útil ao julgador ou juiz para tomar uma decisão mais ponderada e, logo, mais acertada.

Daniela nasceu em Foros de Salvaterra, concelho de Salvaterra de Magos, terra onde ainda reside. Um local sossegado longe do rebuliço da capital. “Comecei a gostar ainda mais dos Foros quando estudava em Lisboa. Nunca me identifiquei com o modo de vida da cidade. Gosto de viver na calma da minha terra e estar perto das pessoas”, diz. Sempre foi um rosto ligado ao associativismo, em particular ao rancho de Foros de Salvaterra, onde dançou e foi ensaiadora do rancho infantil. Actualmente abandonou essas actividades para se dedicar em exclusivo ao trabalho.

O importante de qualquer trabalho é nunca desistir

Daniela é uma apaixonada por Direito e confessa que está hoje a desempenhar a sua profissão de sonho. O seu primeiro emprego foi numa fábrica de tomate da região. No último ano de faculdade desempenhou também funções administrativas numa empresa, situação que a ajudou a ganhar tarimba na relação interpessoal.

Ser advogada era uma paixão antiga. “Sempre fui uma pessoa muito reivindicativa, com a resposta na ponta da língua. O importante de qualquer trabalho é nunca desistir e fazer com que todos os dias sejam uma vitória. Fascina-me nesta profissão ver as pessoas trazerem um problema e nós, dentro do Direito, conseguir encontrar-lhes soluções”, explica.

Daniela sabe que os advogados têm de estar constantemente a ler e a aprender. São as regras de um ofício em que as leis mudam quase todos os meses. A mais valia de ser advogada na região e não em Lisboa, conta, é a proximidade com as pessoas. Desde Janeiro que o escritório de advogados Palha Ruivo tem um novo gabinete ao serviço da população na Avenida Professor Egas Moniz em Samora Correia, além do que já existe em Benavente. “Não é fácil conciliar esta profissão com a vida particular porque nos ocupa muito tempo. Mas quando fazemos o que gostamos é sempre mais fácil”, confessa.

Numa relação entre advogado e cliente os valores fundamentais a manter são a confiança, a verdade e a seriedade. “Sou uma pessoa que mete muito de si naquilo que faz. Vivo tudo intensamente. Muitas vezes vou para casa a pensar no trabalho e acordo a pensar em Direito. Enquanto não encontro uma solução para os problemas não desisto”, conta. Daniela lida com todas as áreas do direito, do penal ao trabalho e comercial, mas é do civil que mais gosta. As acções executivas são também uma área que a fascina.

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