Entrevista | 07-08-2019 18:00

“Fiz viagens por todo o mundo mas após o nascimento dos filhos virei-me para Portugal”

“Fiz viagens por todo o mundo mas após o nascimento dos filhos virei-me para Portugal”
TRÊS DIMENSÕES

Pai de três crianças, António Inácio diz que Santarém é segura mas está um pouco desleixada.

António Inácio trabalha como notário no Cartório Notarial situado nas traseiras do centro comercial W Shopping, em Santarém, cidade onde reside há treze anos. Antes de se licenciar em Direito esteve inscrito em Filosofia e ainda não desistiu de fazer o curso. Quando pode, gosta de se sentar no sofá a assistir a um bom filme, a ver futebol ou a ouvir música. Pessoal e profissionalmente considera-se um escrupuloso cumpridor da Lei.

Em casa partilhamos as tarefas domésticas. Logo de manhã ajudo a vestir os meus filhos mais novos e preparo o pequeno-almoço. Depois do trabalho, quando saio a horas, costumo ajudar a fazer o jantar. Se não consigo ajudar é a minha mulher que o faz e eu aproveito para brincar com os meus filhos.

Os fins-de-semana são para a família e para o lazer. Com três filhos pequenos não é fácil ter muitos momentos livres. Mas, sempre que possível vejo filmes e programas de desporto, convivo com amigos e vou visitar a minha família que reside em Vieira de Leiria e Marinha Grande. Lá em casa somos quase todos sócios do Benfica e, tendo em conta que todos gostamos de futebol, sempre que possível vai a família toda ver jogos ao Estádio da Luz.

Visitei países na Europa, América e África mas com o nascimento dos filhos as viagens ficaram suspensas. Realmente não é fácil a logística de uma viagem de avião com crianças com seis, sete e nove anos. Continuamos a viajar mas em Portugal. já visitámos praticamente todo o país.

É fácil ter uma família numerosa em Santarém. A cidade é calma e segura, mas as zonas de lazer, ruas, passeios, parques infantis e zonas desportivas estão desleixadas. Falta manutenção e limpeza. Há ainda o problema do envelhecimento da população. Era importante que as entidades competentes interviessem rapidamente para reverter a situação. Santarém precisa de mais indústria para cativar jovens, aproveitando a boa localização geográfica do concelho.

Sou um bom garfo e sou apreciador da gastronomia regional. Também gosto de cozinhar e sempre que posso vou para a cozinha meter-me entre tachos e panelas. Na altura do Verão dedico-me mais aos grelhados.

Nunca assisti a uma tourada. Apesar de estar a viver há cerca de treze anos em Santarém, nunca fui. Respeito bastante a tradição e não sou contra, mas também não sou daqueles aficionados que vai a tudo o que esteja ligado aos toiros.

As minhas brincadeiras de infância eram na rua com os amigos. Vivi esse tempo em Vieira de Leiria e ia com os amigos todos os dias a pé para a escola. Na altura, era uma terra pacata e tínhamos esse privilégio, o que não acontece actualmente com as novas gerações e nos centros urbanos.

Sempre quis terminar o curso de Filosofia. Licenciei-me em Direito pela Universidade de Coimbra, mas o primeiro curso em que ingressei foi Filosofia. Desisti de Filosofia por perceber que não tinha saídas profissionais do meu agrado. Voltei à estaca zero e candidatei-me. Ainda coloquei uma meta que ia terminar o curso de Filosofia aos 40 anos mas não consegui alcançar esse objectivo.

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