Entrevista | 20-05-2020 07:00

Ana Pereira

Ana Pereira
AGORA FALO EU

Co-gestora da “Tomar Natural” - 39 anos, Madalena, Tomar

A que petisco não resiste?

Não resisto a cogumelos silvestres salteados com azeite e alho. Além destes cogumelos possuírem um sabor divinal, normalmente este petisco é antecedido de momentos muito bem passados entre amigos por montes ou bosques em longos passeios.

Gosta de grandes reuniões familiares?

Tenho famílias muito grandes e vivo com frequência e entusiasmo grandes reuniões familiares. Encontro-me semanalmente com diferentes familiares, tal como nos reunimos nas épocas festivas ou nas férias, que muitas vezes são passadas em família.

Qual é o seu truque para manter a calma perante um imprevisto?

Normalmente consigo manter a calma perante um imprevisto. Provavelmente devido às vivências e experiências adquiridas ao longo da vida, como ter crescido no seio de grandes famílias onde me sentia em segurança; o ter praticado desporto de competição onde aprendi a lutar ou resistir em contextos de dificuldade ou o ter vivido e trabalhado em diferentes países com contextos de vida, cultura e trabalho bastante diversos.

Custa-lhe levantar de manhã para trabalhar?

Não me custa levantar cedo para trabalhar, embora reconheça que gosto muito de me poder deitar tarde e acordar tarde no dia seguinte. Tenho o privilégio de estar a viver na mesma quinta onde trabalho - não tenho que andar de carro, enfrentar trânsito ou ter aquele sentimento de estar sempre atrasada e ter que andar a correr para ir trabalhar.

Alguma vez escreveu um poema?

Em tempos escrevia muito e por vezes poemas ou versos. Muitas vezes sem dedicatória, outras vezes dedicados aos amores e desamores. Há muito tempo que não escrevo e acho que não tenho registo ou memória de poemas ou versos que tenha escrito. Hoje, o mais próximo que faço de escrever poemas ou versos é cantar para os meus filhos...

Se vir alguém deitar lixo para o chão diz-lhe alguma coisa?

Algumas vezes digo, outras vezes apanho e tento a consciencialização através do exemplo.

Fecha a água enquanto escova os dentes ou quando se ensaboa no banho?

Sim. Já vivi e presenciei vidas com restrições de água, o que me serviu de lição para a vida.

Qual acha que é a sua maior qualidade?

Ser respeitadora dos outros e de mim mesma.

Existe algum animal que gostasse de ter e não pode?

Gostávamos, os meus filhos, o meu marido e eu, de ter um burro. Contudo, tendo os filhos pequenos, a unidade de produção de spirulina em desenvolvimento, muita área verde por cuidar, e não tendo estruturas próprias para resguardar animais, não nos sentimos ainda preparados para o ter.

Qual o objecto que nunca fica em casa?

O telemóvel. É multifuncional e por isso útil, várias vezes ao dia. Por agora, também o desinfectante para as mãos e a máscara, novos hábitos que teremos que ganhar.

O que mais gosta na sua terra?

A terra que agora me acolhe é Tomar. Gosto da sua dimensão acolhedora e da fácil acessibilidade que permite, quer às pessoas, quer aos serviços, quer às coisas essenciais.

Ir comprar roupa ou calçado dá-lhe prazer?

Cada vez menos. Desabituei-me de ir às compras há muito tempo e hoje só o faço quando é mesmo preciso. Não me dá particular prazer.

Qual o alimento que não comia nem que lhe pagassem?

Nunca fui de recusar muita coisa, mesmo que muitas vezes não soubesse o que me estavam a colocar no prato... Dado o contexto actual não comeria um morcego nem que me pagassem.

Era capaz de se tornar vegetariana?

Tenho vindo, cada vez mais, a diminuir o consumo de carne e peixe. Seria capaz de ser vegetariana por não sentir necessidade de comer animais e por razões ambientais. Porém, se um dia for vegetariana, abrirei excepções de certeza.

Sonho a realizar ou realizado?

Nunca andei de helicóptero e gostava de experimentar! Já nadei com tubarões-baleia e gostava de um dia repetir a experiência com os meus filhos e marido.

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