Entrevista | 15-09-2020 12:30

“Coruche precisa de mais indústria e melhores salários”

“Coruche precisa de mais indústria e melhores salários”

José João Coelho é proprietário da Coelho Mediação de Seguros Lda., em Coruche, desde 2003. Na infância queria ser piloto de aviões. Entrou na área dos seguros por acaso em 1976, pouco tempo depois de ter saído da tropa.

Foi presidente da mesa da Assembleia Municipal de Coruche durante oito anos. Gosta de viajar e já visitou lugares como Abu Dhabi ou Dubai. É um apaixonado por cinema e aponta “A Laranja Mecânica” como um dos filmes que viu e nunca mais esqueceu.

A minha infância nada tem a ver com a infância dos miúdos de hoje. Passei a infância em Coruche, a brincar na rua a jogar ao pião e ao botão. Hoje poucas são as crianças que sabem o que é brincar na rua. Há um mundo de acessos que não sei se são grandes oportunidades. A sociedade está já a pagar pelo excesso de telemóveis e tablets que se põem tão cedo nas mãos de uma criança.

Sonhava ser piloto de aviões. Apesar de nunca ter pilotado uma aeronave sequer, não sei porquê sempre tive esse fascínio. Desde muito novo, com 5 ou 6 anos, já dizia à minha mãe que queria ser piloto. Ainda hoje digo na brincadeira que um dia vamos todos voar num avião pilotado por mim.

Gosto muito de viajar e lamento não conhecer o Norte de Portugal. Já fui a lugares que são um verdadeiro paraíso. Abu Dhabi, Dubai ou as Maldivas são locais de sonho. Também gostei muito da Austrália. Em Portugal, acho o Gerês uma região linda.

Sou um bom garfo. Sempre que tenho oportunidade de comer um bom cozido à portuguesa, nunca nego. Gosto dos petiscos portugueses. Temos uma gastronomia incomparável.

Não sou de desligar telefones quando vou de férias. Sendo responsável por uma empresa é impossível que isso aconteça. Mas também não sinto essa necessidade. Esquecer o trabalho não é fácil, porque tenho sempre preocupações.

Gosto muito de futebol mas sempre fui um pé de chumbo. Ainda joguei futebol amador nos juniores do Coruchense, mas cedo vi que não era para mim. Corria muito mas não tinha grande técnica. Fiz atletismo durante o período que estive na tropa e até nem me saí mal.

Perco-me a ver um bom filme de espionagem. O filme que mais me marcou foi “A Laranja Mecânica”, de Stanley Kubrick, de 1971. Achei que era um filme muito avançado para a altura. Gosto de ir ao cinema, mas também vejo muitos filmes sentado no meu sofá.

O momento mais marcante enquanto presidente da mesa da Assembleia Municipal de Coruche foi o processo de união das freguesias. Ainda hoje sou contra esta medida. Em Coruche foi um processo muito complexo. O que mais me afligia era não haver uma justificação plausível para a unificação das freguesias. Penso que o processo da regionalização fazia muito mais sentido.

Coruche precisa de mais indústria e melhores salários. Os políticos autárquicos debatem-se com excesso de burocracias e legislações. Coruche precisa de dinamizar a zona industrial. Tem havido um esforço inglório porque existem leis absurdas. É preciso manter a população e isso só se faz com emprego e salários médios mais elevados. As pessoas vivem sufocadas a ganhar o salário mínimo nacional. Outro dos problemas do concelho é a falta das vias de acesso como o IC10 ou o IC13, que parou em Alter do Chão, e deixou de ser prioridade a ligação Portalegre-Lisboa.

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