Entrevista | 13-01-2021 15:00

Vanda Abegão

Vanda Abegão
AGORA FALO EU
foto DR

Administrativa em GFS - Serviços Médicos do Coração, Lda - Santarém

A Justiça é mesmo igual para todos?

Sempre que a minha filha mais nova clama: “Mas ó mãe, não é justo”, costumo repetir: “A vida não é justa filha, tens é que te adaptar ao que tens e fazer o melhor que podes”. Por isso acho que a Justiça não é mesmo igual para todos, mas admiro a capacidade de superação das injustiças. Questões como o racismo mostram-nos isso. A citação conhecida de George Orwell “somos todos iguais, mas uns são mais iguais que outros”, ainda se aplica.

Tem alguma fobia?

Tenho medo de cobras. Quando vou ao jardim zoológico nunca visito o reptilário e fecho os olhos quando aparecem em filmes. Além disso, tenho um medo paralisante de osgas que já levou a situações caricatas tais como o meu pai ter que ir “de urgência” a minha casa.

Costuma tapar os números quando está a marcar o código no multibanco?

Nunca, nem me lembro de tal coisa. E se não me esquecer do cartão no local, tenho muita sorte... Costumo pensar que as pessoas são por natureza boas e vivo bem com essa convicção. Acredito que vivemos melhor a acreditar no bem do que a evitar o mal.

Sabe algum refrão de uma canção do Quim Barreiros?

Sei muitos! Desde o bacalhau, à garagem da vizinha, passando pela cabritinha. A música é uma coisa maravilhosa e cada uma tem o seu espaço. As músicas do Quim Barreiros são animadas, divertidas e excelentes em festas e arraiais!

Todas as tradições devem ser defendidas ou há algumas que devemos esquecer?

As tradições são válidas no seu espaço-tempo, no entanto a evolução da cultura e do conhecimento torna algumas obsoletas ou até desadequadas. Não consigo deixar de pensar na excisão genital feminina, que ilustra perfeitamente uma tradição a eliminar.

Se lhe oferecessem bilhetes para a opera ia ver, mesmo que fosse obrigatória traje de gala?

Claro que iria! Aproveito para declarar que estou disponível para me oferecerem bilhetes para a opera. Adoraria ouvir ópera na envolvência de um teatro. Todos os anos a Câmara de Almeirim leva a cabo um espectáculo de música lírica que assisto em roupa confortável.

Sabe andar de bicicleta e de mota?

Moro em Almeirim terra plana em que a bicicleta é dos melhores meios de locomoção. O meu pai tentou uma vez ensinar-me a andar de mota e correu tão bem, tão bem… que nem eu aprendi, nem ele voltou a tentar.

Quando tem uma dor de cabeça toma imediatamente um comprimido ou espera que passe?

Felizmente é raro ter uma dor de cabeça, mas quando tenho tomo um café com umas gotas de limão e passa. Nos casos em que esta mezinha não resulta recorro ao comprimido.

Já apanhou alguma multa de trânsito?

Tenho que confessar que já apanhei muitas. Por excesso de velocidade, estacionamento, falar ao telemóvel...

Em quantas localidades viveu?

Vivi sempre em Almeirim, que é uma óptima terra para se viver, porque ainda tem algumas características de localidade pequena e as comodidades de uma cidade. Está muito bem localizada, facilmente conseguimos aceder a qualquer zona do país.

Se houver reincarnação, o que gostaria de ser na próxima vida?

Gostaria de voltar como golfinho, ou então uma preguiça. Caso não fosse possível, uma sequoia. Tudo menos uma mosca, comem porcaria, são aborrecidas e só vivem 28 dias.

Quando andava na escola gostava mais de Português ou de Matemática?

Gostava de tudo, sempre gostei muito da escola e de aprender. No entanto, a disciplina preferida era Ciências da Natureza.

Incomoda-a que alguém passe o tempo no telemóvel quando está a almoçar ou a jantar com a família ou amigos?

Converso e interajo com quem está. Quem passa o tempo no telemóvel é porque naquela altura não tem disponibilidade para estar naquele local com aquelas pessoas.

O que espera de 2021?

2020 foi desafiante. Aprender a lidar com o isolamento, com a distância, com a incerteza. Mas acabou por se revelar um ano de descobertas e de valorização do quê e de quem é mesmo importante. Espero que 2021 seja um ano de volta ao contacto, de beijinhos e abraços sem medos.

Alguma vez foi a Fátima a pé?

Nunca. Quem o fez diz que cansa um bocadinho. Também nunca fui de bicicleta nem de balão de ar quente. Vou sempre de carro.

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