Entrevista | 11-06-2021 12:30

Não é fácil não fazer umas festas importantes para a dinâmica local

Não é fácil não fazer umas festas importantes para a dinâmica local
ENTREVISTA

Excerto da entrevista de Manuel Valamatos, presidente da Câmara de Abrantes, na edição em papel desta quinta-feira.

O socialista Manuel Valamatos gere os destinos do município de Abrantes há dois anos, após a saída da sua antecessora, a actual ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes. Orgulha-se do rumo que tem traçado para o concelho com o apoio do seu executivo e não há decisão da qual se arrependa. Ir pela primeira vez a votos como candidato a presidente não lhe tira o sono, mas não conseguir resolver tudo o que tem em mãos fá-lo dar voltas na cama.

A conversa que se teria feito em ambiente festivo, não fosse a pandemia a ditar o segundo adiamento das Festas da Cidade, acabou por acontecer numa tarde de terça-feira entre uma reunião presencial e outra por videoconferência. O tema de abertura não fugiu à data.

Esteve até à última para decidir o cancelamento das festas da cidade?

Há dois meses ainda tinha esperança, até perceber que não teríamos hipótese. Tínhamos o programa de 2020 feito com contratos e adiantamentos de 50 por cento a alguns artistas que iríamos replicar em 2021.

Sente o peso dessa decisão, sobretudo para a economia local que ia beneficiar com o movimento?

Claro, não é fácil dizer que não a um evento que pesa na dinâmica local. Primeiro, porque nas festas, através das tasquinhas, o nosso tecido associativo consegue uma importante almofada financeira e o comércio local beneficia com mais movimento. Depois, porque é um momento de reencontros e isso pesa do ponto de vista emocional.  

Disse que gostaria de inaugurar o Museu Ibérico de Arqueologia e Arte de Abrantes (MIAA) na altura das festas, mas ainda não vai ser desta...

Foi uma opção. Vamos inaugurar a adaptação da Igreja de Santa Maria do Castelo e as obras de conservação e restauro do património da Igreja de São Vicente, intervenções importantes do ponto de vista cultural e do turismo. O MIAA merece destaque individual e por isso estamos a trabalhar para que a sua abertura aconteça em Julho e tenha entrada gratuita até ao final do ano.

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