Entrevista | 21-07-2021 21:00

Marta Barreiros

Marta Barreiros
AGORA FALO EU
Marta Barreiros (foto DR)

Adjunta de Notária no Cartório Notarial de Salomé Archer Mendes - 33 anos, Benavente

Lembra-se da última vez que usou a bicicleta como meio de transporte?

Lembro e foi um desastre porque não sei andar de bicicleta para grande desgosto do meu pai. Tentei algumas vezes aprender, mas claramente não é uma aptidão que tenha desenvolvido com sucesso.

Sente que seria capaz de ser um bom primeiro-ministro?

Seria uma péssima política, independentemente do cargo que ocupasse. Não gosto particularmente de política apesar de nunca ter renunciado ao meu direito/dever de voto, seja em que eleições for. Principalmente na actual situação epidemiológica e económica, seria mesmo um cargo que jamais teria ambição de desempenhar.

Se lhe saísse o Euromilhões qual era a primeira coisa que fazia?

Acho que verificava o boletim do Euromilhões muitas vezes, para ter a certeza de que tinha ganho, antes de tomar qualquer decisão. Mal tivesse a confirmação, das primeiras coisas que fazia era ir viajar, provavelmente até às Maldivas, e comprava uma casa para restaurar na terra dos meus avós, Vila Viçosa, porque esse é um sonho já antigo.

Conseguia viver sem telemóvel?

Nas férias nunca uso telemóvel. Para mim é uma regra. Activo o “modo avião” e desligo completamente. Sinto que preciso mesmo disso para aproveitar as férias ao máximo e desfrutar da companhia da minha família. Agora viver sem telemóvel ... acho que não conseguia, pois sou demasiado “freak control” para isso.

Costuma assistir a concertos de Verão?

Não, porque não me dou muito bem com grandes multidões. Adoro o conceito, acho fresco e jovem, mas não gosto de me ver confrontada com grandes aglomerados populacionais.

Custa-lhe levantar de manhã para trabalhar?

Nunca! Adoro o meu trabalho, adoro a equipa com quem trabalho e todos os dias acabam sempre por ser diferentes, o que me dá imensa satisfação. Acho que, sobretudo hoje em dia, sentir isto em relação ao nosso trabalho é mesmo um privilégio.

Era capaz de viver sem música?

Penso que seria mais fácil viver sem música do que sem livros ou filmes. Sou absolutamente viciada em livros e filmes, por isso, para mim, isso sim seria trágico. Agora, obviamente, que a música é muito importante, uma vez que todos precisamos de uma boa banda sonora na nossa vida. Assim de repente não me lembro de um bom filme que não tenha tido uma banda sonora excepcional.

Gosta de comemorar o seu aniversário? Qual o melhor presente que já recebeu? E o mais divertido?

De há uns anos para cá que gosto de viajar no meu aniversário, pois é uma maneira de “escapar” às tradicionais SMS e aos almoços e jantares. O meu aniversário mais divertido foi em 2015, pois conheci o meu marido a bordo do avião, numa cena caricata e altamente improvável, enquanto viajava sozinha para Zurique. Há coincidências felizes!

Tem alguma superstição ou hábito regular?

Sim, há três pulseiras que nunca tiro. Nem quando me casei as tirei. Não sei se “dão sorte” ou não, mas tenho-as há tanto tempo, que não me sinto confortável em tirá-las. E uma delas foi-me dada pela minha avó, que faleceu o ano passado, por isso essa pulseira, além da componente “sorte”, ainda tem uma vertente afectiva muito forte.

A beleza é fundamental?

A beleza é subjectiva, pelo menos para mim. Claro que é fundamental, mas a concretização do conceito depende de cada um de nós. Para mim, a beleza está (ou pode estar) em tudo, nas pessoas, nas experiências, na vida.

Quais as personagens históricas que mais despreza?

O Hitler. Está tudo dito.

Alguma vez escreveu um poema?

Infelizmente não. Sempre fui mais de prosa do que de poesia.

Se houvesse um referendo para sairmos da União Europeia e do Euro qual acha que seria o resultado?

Penso que não sairíamos. Historicamente não somos um povo dado a grandes extravagâncias, mas talvez os resultados finais fossem surpreendentes e demonstrativos de que nem sempre estamos satisfeitos com a política europeia no que a Portugal e aos portugueses diz respeito.

Fecha a água enquanto escova os dentes ou enquanto se ensaboa no banho?

Sempre! Temos que todos, sem excepção, adoptar uma postura de agradecimento por termos recursos que são (cada vez mais) preciosos. A água é um deles.

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