Entrevista | 19-10-2021 12:00

“O socorro não pode depender da boa vontade dos bombeiros voluntários”

“O socorro não pode depender da boa vontade dos bombeiros voluntários”
Humberto Morgado é comandante dos Bombeiros Municipais de Tomar há cerca de oito meses

Humberto Morgado assumiu pela primeira vez, em 24 anos de serviço, o cargo de comandante nos Bombeiros Municipais de Tomar.

Humberto Morgado, 42 anos, considera-se um homem prestável e com vontade de deixar a sua marca por onde passa. O rigor com que assumiu, há cerca de oito meses, a função de Comandante dos Bombeiros Municipais de Tomar permitiu-lhe dar uma volta de 180 graus na corporação que, nas suas palavras, estava desleixada e sem condições de trabalho para os cerca de 60 elementos que a compõem.

A visita de O MIRANTE ao quartel serviu para mostrar o que já foi feito e o que ainda falta fazer. Pai de uma filha, garante que está numa missão e que nos próximos anos pretende aumentar o efectivo, principalmente em termos de bombeiros sapadores. O seu tempo de serviço nas corporações de Abrantes, Santarém e Leiria foi mais do que suficiente para afirmar, com convicção, que a classe deve ser mais profissionalizada e que o socorro não pode depender da boa vontade dos voluntários depois de ouvirem o toque da sirene.

Nesta entrevista, critica a discrepância que existe nos apoios da administração central às associações humanitárias de bombeiros, em relação às municipais, sublinhando que o prejuízo vai todo para as autarquias. O comandante fala ainda do aumento significativo das mulheres nos efectivos e assume que não gosta de ser considerado um “soldado da paz” pela condescendência que a expressão carrega.

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