Entrevista | 12-09-2022 09:59

Vítor Pinto

Vítor Pinto. fotoDR

Químico na Asfertglobal
45 anos, Santarém

Sente-se livre?
Sim. Das coisas que abdico faço-o por opção e essa escolha é a minha liberdade.
O que seria para si uma tragédia?
Provavelmente coisas relacionadas com saúde. Não tanto a minha mas das pessoas do meu núcleo familiar.
Tem a profissão que gostaria de ter?
Sim. Trabalho numa área em que gosto de estar.
Tem alguma tatuagem ou já pensou em fazer uma?
Não tenho nenhuma tatuagem nem pensei em fazer. Não é para mim.
Costuma fazer habitualmente separação dos lixos domésticos?
Faço a separação de lixos domésticos e creio que é importante em duas vertentes: a redução de resíduos em aterros ou incineradoras e a diminuição da utilização de recursos naturais. Mas ainda assim penso que se investe pouco na reutilização. Também acho que quaisquer acções nestes campos só são eficazes se for ao bolso das pessoas. Passaram-se a reutilizar muito mais os sacos depois de que estes passaram a ser pagos.
Qual é a pior coisa que lhe podem fazer?
Talvez a traição no sentido mais amplo da palavra. Por princípio confio em todas as pessoas e quando, por vezes, corre mal fico realmente destroçado e irritado. No entanto, continuo, por princípio a acreditar nas pessoas.
Tem alguma superstição ou hábito regular?
Não sou supersticioso mas é normal irmos adquirindo hábitos que tornam a nossa vida do dia-a-dia mais programável, repetível e controlável. Mas adapto-me bem saindo de qualquer rotina.
A justiça é igual para todos?
Em Portugal a justiça é igual para todos. A diferença está no acesso à justiça, que eu acho muito difícil para as classes mais desfavorecidas. Coisa diferente é saber mover-se dentro das zonas cinzentas das leis. Mas isso não é uma questão de justiça mas sim de legislação.
Gosta de uma boa discussão?
Gosto, na companhia de amigos numa mesa bem composta é capaz de ser um serão muito bem passado. Convém não estarmos todos de acordo…
Viu algum filme do cinema de Manoel de Oliveira do princípio ao fim?
Não mas não me sinto mal com isso.
O que tem que fazer um homem para ser um verdadeiro homem?
Todas as pessoas têm o dever (não o direito) de tentar ser felizes. É um verdadeiro homem ou mulher quem realmente embarca nessa busca.
Alguma vez escreveu um poema?
Sim. Estão algures na gaveta das memórias…
De quantas horas de sono precisa para acordar bem disposto?
No mínimo preciso de seis horas de bom sono para me manter bem disposto ao longo do dia.
É daquelas pessoas que gosta de estacionar o automóvel à porta de todos os locais onde vai?
Prefiro estacionar mais longe do que perder tempo à procura de um lugar mais perto.
Ainda há dinheiro para comer fora?
Vai havendo. É uma questão de opções.
Era capaz de se tornar vegetariano?
Não gosto de me preocupar com o que tenho que comer e parece-me que os vegetarianos têm sempre que ter atenção às coisas que comem para suprir necessidades. Mas não me importo de reduzir substancialmente carne e peixe.
Que conselho daria ao primeiro-ministro?
Esse cargo é muito exigente e desgastante. Nesse sentido o meu conselho seria que ele tentasse manter a calma para não ir atrás de todos os fogos e assim se dispersar dos assuntos importantes.
Fazem falta mais mulheres na política?
As mulheres fazem falta à política mas não concordo com o sistema de quotas porque acho que eliminam a competência em detrimento de outros factores. Mas percebo que pode ser um caminho.
Gosta mais de liderar ou ser liderado?
De liderar. Gosto de assumir as responsabilidades, enfrentar os desafios e não de me escudar atrás de outros.
Era capaz de viver sem música? 
Viver sem música era impossível. Enquanto estiver vivo, faltando outra coisa ponho a mão no peito e vivo o rock ao ritmo cardíaco.
Existe algum animal que gostasse de ter e não pode?
Não consigo dar a disponibilidade que qualquer animal merece. Nunca teria um animal ao qual não pudesse dar o melhor de mim.
As pessoas preocupam-se mais ou menos com a saúde?
Em alguns aspectos sim, por vezes até de modo exagerado, mas noutros aspectos não. Depende um pouco das modas. Mas existem muitos mitos e desinformação na internet que creio serem perigosos para a saúde.

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