Sociedade | 11-11-2022 10:00

Profissionais de saúde têm de saber colocar-se no lugar dos utentes

Casimiro Ramos é presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo há ano e meio e aposta em serviços próximos da população

Casimiro Ramos é presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo há cerca de um ano e meio.

O presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo, que agrega as unidades de Abrantes, Tomar e Torres Novas, foi vereador na Câmara de Arruda dos Vinhos, deputado na Assembleia da República e dirigente na Autoridade Regional de Saúde. A O MIRANTE diz que o que melhor o caracteriza enquanto gestor são as suas qualidades humanas e a intensidade com que encara o dia-a-dia de trabalho. Na entrevista que pode ler na íntegra na edição semanal em papel desta quinta-feira, 10 de Novembro, o dirigente fala, entre outros assuntos, sobre projectos futuros para a Instituição, o problema da falta de médicos, os desafios durante a pandemia, a proximidade com a população e a polémica destituição do director do Serviço de Cardiologia.  

Aqui fica um excerto da entrevista que pode ler na edição semanal em papel:  

Considera que a falta de saúde mental é um dos maiores problemas da sociedade?  

Sem dúvida. Tem de ser uma prioridade do SNS, como é para nós. Num estudo que foi feito e apresentado no Dia Mundial da Saúde Mental, o Médio Tejo, e neste caso a unidade de Abrantes, é a que tem menos dias de espera para uma consulta nessa área. 

Depois de muitas críticas e reivindicações, mantém a posição de que não é prioridade Tomar voltar a ter urgência médico-cirúrgica? 

A tutela pediu-me para manter o que está e garantir estabilidade. Apesar de ser uma reivindicação em Tomar legítima, muitas vezes pedida pela própria presidente da câmara, Anabela Freitas, transmiti sempre que não dependia directamente de mim. Se houvesse meios era óptimo, mas já é tão difícil manter a urgência médico-cirúrgica em Abrantes. Prefiro garantir o bom funcionamento de uma valência do que ter duas a funcionar mal.  

Fala-se muito da “Humanização” dos cuidados de saúde. O que significa?  

Muitas vezes os utentes queixam-se da forma como são tratados. A humanização dos cuidados de saúde não pode ser uma mera palavra. Criamos uma comissão de humanização que, entre outras coisas, implica cursos de como lidar com os utentes, de como uma palavra ou um gesto pode ajudar a ultrapassar os problemas. Os profissionais têm de saber colocar-se no lugar dos utentes e das suas famílias. São os hospitais e os cuidados de saúde que se devem aproximar da população e não o contrário. Por isso a hospitalização domiciliária deve ser uma aposta cada vez maior. Somos o único hospital do SNS que tem hospitalização domiciliária infantil/pediátrica. Outro exemplo de humanização: durante a pandemia, nunca impedimos a visita dos familiares de pessoas que estavam em estado mais terminável.   

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