Sociedade | 17-11-2022 15:00

Câmara de Constância não se empenha em resolver problemas ambientais

Câmara de Constância não se empenha em resolver problemas ambientais
Rui Ferreira é comunista e um crítico da gestão socialista liderada por Sérgio Oliveira

Comunista convicto, Rui Ferreira é um dos principais rostos da oposição à maioria socialista que governa o município de Constância.

Rui Ferreira diz que a gestão PS tem pouco empenho na resolução de problemas ambientais graves, trabalha muito para a imagem e é completamente submissa perante o Governo do seu partido. Quanto às polémicas obras junto à estátua de Camões, considera que o sentido estético do executivo camarário é confrangedor.


Aqui fica um excerto da entrevista que pode ler na íntegra na edição semanal em papel desta quinta-feira, 17 de Novembro:

O concelho de Constância tem tido alguns problemas ambientais, de que um dos casos mais graves é a contaminação de solos e águas subterrâneas na freguesia de Santa Margarida da Coutada, causada pela aplicação de herbicidas. A Câmara de Constância tem tido uma postura assertiva sobre o assunto?
Trata-se de um problema extremamente grave, em que as responsabilidades se repartem por vários organismos estatais. Embora a totalidade da responsabilidade não seja do município, devia haver um empenho muito maior no apoio às pessoas afectadas.

Não se conhecem posições públicas da Câmara de Constância sobre o assunto.
Nenhumas, a não ser para dizer que a responsabilidade não é do município. Se um caso daqueles não é da responsabilidade do município, que para além das pessoas afectadas contamina os solos e os lençóis freáticos, então é caso para perguntar o que é que é da responsabilidade do município. Considero que não tem havido nenhum empenho por parte do município sobre um caso que é da maior gravidade em termos ambientais.

E sobre a actuação de entidades como a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), têm tido algum retorno?
Sei que há processos em tribunal, mas não tenho conhecimento de nenhuma decisão sobre o assunto por parte da APA. Ainda bem que o caso foi relatado na comunicação social, pois fez mexer algumas coisas. Mas quanto a tentar minimizar os efeitos daquele problema e responsabilizar os infractores, não se viu nada. A pouca informação que vamos tendo é de um dos lesados, mas estamos manietados, pois não temos meios para intervir.

Outra questão prende-se com o despejo de esgotos domésticos de Constância no rio Tejo sem tratamento, devido à rotura do emissário que transportava os efluentes para a ETAR da Caima. Como vê a situação?
É uma imagem que não devia existir, não só para uma terra que se quer afirmar pelo turismo, mas para qualquer comunidade. O emissário foi construído por volta de 1996 ou 1997, aquando das obras nas margens do Tejo e do Zêzere, e teve o seu desgaste natural ao longo dos anos que veio resultar na rotura da conduta. Em 2018 ou 2019 foram feitas obras de reparação no emissário, mas que não resultaram. Logo no ano seguinte voltou a haver problemas. É uma obra que está agora a ser feita, com algum volume para a dimensão do concelho, mas é grave ter durante dois anos um problema daqueles, de esgotos a céu aberto. E mais grave ainda foi investir numa praia fluvial com essas condições...

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